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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

[13] Hempovão: O que é Skunk? Sem mitologias...

por Marcos Prado

Fala galera do Hempadão! Sempre acompanho o blog e vejo vários artigos de qualidade! Hoje estou aqui para falar sobre o mito da variedade de cannabis, a famosa e polêmica SKUNK! Começo com os absurdos escritos sobre o assunto achados em alguns sites na internet:

“Skank é uma droga mais potente que a maconha, ambas são retiradas da espécie Cannabis sativa e, por esse motivo, possuem em suas composições o mesmo princípio ativo’’

‘’O skunk é produzido em laboratório com variedades de cânhamo cultivados no Egito, Afeganistão e Marrocos, apresentando um teor de THC ou seja tetrahidrocanabiol, o composto químico responsável princípio tóxico ativo da maconha, de até 33%.’’

”A diferença é proveniente do cultivo da planta em laboratório. O preparo da Cannabis sativa para obtenção do Skank é feito em estufas com tecnologia hidropônica (plantação em água).”

Afinal o que é Skunk???

Skunk é uma variedade ou strain (para os mais íntimos) de maconha (sim, é maconha) criada a partir do cruzamentos das variedades Columbia Gold x Mexican Acapulco Gold x Afghani; duas Sativas e uma variedade Indica (75% Sativa, 25% Indica) criando uma espécie hibrida perfeita para cultivo indoor por não crescer muito como  as Sativas tradicionais.

Segundo as pesquisas ele foi criado na Califórnia na decada de 1970 e voltou a Holanda no final dos anos 70 se adaptando muito bem aos GreenHouse holandeses. Começou a ser comercializado oficialmente por volta de 80.

Eu não sei bem qual banco de semente detém o registro do Skunk#1, mas segundo os artigos que li, o FlyDutchMan tem o The Pure que na verdade é o Skunk e o Sacred Seeds também  está com o nome The Pure. O Sensi Seeds é o único que o tem como Skunk#1.

Ganhou o prêmio na Cannabis Cup de 1987!

Atualmente nos Coffee-Shops de Amsterdam é raro se ver nos menu pois atualmente, com uma enorme quantidade de outras variedades, não se fala muito nela. Espero que esteja claro e se tiverem qualquer dúvida ou mesmo achar que tem alguma informação incorreta ou acrescentar algo, estamos aí, bata entrar na roda dos comentários! Abraço!

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Quer publicar seu texto aqui? redacao@hempadao.com

sábado, 30 de janeiro de 2010

[12] Hempovão: Marcha da Maconha no Acampamento da Juventude!

por Bruna Cardoso

por Gabriela Moncau  "Se você assiste televisão, fuma unzinho ou toma coca-cola, venha debater sobre drogas” convidava um integrante do coletivo “Marcha da Maconha” nas ruas do Acampamento da Juventude, em Novo Hamburgo - cidade próxima a Porto Alegre.

O debate já tivera uma preliminar no dia anterior, quando o Ministro da Justiça, Tarso Genro, em uma visita ao acampamento, se declarou favorável a mudanças na atual legislação.

“Acho que nossa política de drogas é atrasada, em relação, inclusive, ao próprio usuário. Mas tem que ocorrer uma discussão muito séria para modificar as leis relacionadas ao uso de drogas leves”, disse o ministro.

Na hora marcada, o debate reuniu cerca de 200 pessoas a favor da legalização e descriminalização da maconha.

Em forma de roda, sentaram-se os participantes no Espaço Mundo B do acampamento. E o debate informal começou.

por Gabriela Moncau O militante do Rio de Janeiro, Renato Cinco, iniciou falando sobre o fato histórico que gerou o preconceito que até hoje persegue os usuários da droga.

-“A primeira delegacia a reprimir o uso da maconha no Brasil se chamava Inspetoria de entorpecentes e miscigenação. Essa mesma delegacia era responsável por perseguir a cultura negra e suas manifestações, como o candomblé, o samba e a capoeira”.

Cinco conta que num primeiro momento a proibição não vingou por aqui e só foi levada a sério quando o então presidente dos EUA, Richard Nixon, em 1969, declarou guerra aos comunistas e as drogas.

Aos poucos o assunto fugiu da história e chegou aos dias de hoje e aos problemas que a proibição gera a sociedade.

Para o historiador Laurence Gonçalves, independente dos danos que as drogas possam causar à saúde, a criminalização gera muito mais.

-“A maconha ainda é a principal forma de criminalizar a pobreza. Drogas e armas não são fabricadas nas periferias, mas ela é criminalizada para enriquecer traficantes internacionais e colarinhos brancos, sustentando o capitalismo”.

Gonçalves diz ainda que quebrando pelo menos com o tráfico de drogas, outro tipo perigoso de tráfico acaba falindo no Brasil.

-“Se quebrarmos o tráfico da maconha e da cocaína, provavelmente os traficantes não terão dinheiro para pagar propina ou comprar fuzis”.

Outra questão levantada no debate foi: como seria o cultivo, se fosse legalizada a maconha?

De acordo com a grande maioria dos presentes, o ideal seria o auto-cultivo ou, então, a agricultura familiar.

Um dos participantes do debate argumentou que a planta da maconha gera menor impacto ambiental que o eucalipto e serve para diversas funções como produzir tecidos, remédios e comida.

Por fim, Renato Cinco alertou sobre a proposta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que sugere a descriminalização do usuário e o aumento da repressão ao tráfico de drogas.

-“O projeto de FHC é uma armadilha, é um jeito de condenar ainda mais os pobres e pequenos traficantes sem envolver os usuários da classe média”.

por Gabriela MoncauLogo após o debate, o grupo deu início a marcha.

Fora do acampamento os militantes, sempre enfrentam dificuldades com o Ministério Público e Polícia Militar para conseguir realizar a marcha no mês de maio em diversas capitais do Brasil e no mundo.

No Fórum o espírito foi completamente diferente.

Ao som de batucadas e samba, a marcha percorreu as ruas do AIJ, despertando no máximo a curiosidade dos outros participantes.

Sem a presença da PM no acampamento, a planta foi usada livremente sem nenhuma repressão e a marcha – considerada a maior do acampamento – aconteceu livre de incidentes.

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Para enviar seu material entre em contato pelo redacao@hempadao.com

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

[11] Hempovão: O show certo para o público errado!

A banda de dub Easy Star All Stars se apresenta em casa pop de São Paulo.

Enquanto os acordes do bong formavam a versão reggae de “Money”, a fumaça formava círculos no ar. Mas ainda estávamos no carro e os Stars estavam apenas no rádio. Com a fumaça já na cabeça, descemos na, então deserta, Rua Barra Funda e aproveitamos pra trocar ideia com o dono d’um boteco ao lado da Clash Club, que recebe a galerinha “alternativa” da moda toda semana. Nem reparamos quando os dreads começaram a se misturar com nike-shox e alguns saltos finos, que pareciam não perceber que quarta-feira é dia de boas vibrações no local.

De repente, percebemos uma aglomeração que se convenciona chamar de fila, algo típico dos inferninhos mais badalados da capital paulista. Resolvemos nos infiltrar, antes que aquilo nos engolisse e tivéssemos que ouvir o show de fora. Mas não precisávamos ter nos apressado, afinal a banda teria ainda mais de duas horas de atraso. Algo perdoável, por se tratar de um grupo brisadamente genial, claro. (São nessas horas que nos perguntamos o que, raios, a lei anti-fumo tem com a maconha!)

Talvez a legalização ajudasse, mas não era só isso que impedia uma maior interação do público. A socialização de socialites juniores é bem diferente da camaradagem das rodinhas bem intencionadas. Assim, aquele lugar cheio de luzes alucinantes misturava nossas vibrações positivas às de desfiles de moda, fora as enormes filas para abastecer os tanques total-flex da moçadinha “hype”. E o combustível não era barato.

Mas indo direto à ponta...

Duas horas depois, os carismáticos nova-iorquinos subiram ao palco numa brisa de dar inveja, já mandando ver uma música inédita tocada unicamente para aquela plateia. A apresentação encerrou o tour sul-americano do CD “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Dub Band”, em nossa humilde opinião, a melhor adaptação deles e, talvez, a única versão de Beatles que, se fez John Lennon se remexer no túmulo, foi para entrar no groove.

Humildes e gente boa, os integrantes do Easy Star deram tudo de si em uma performance digna de ser assistida, de camarote, pelo mestre Bob em pessoa. Trocando altas idéias com a galera, sempre empolgados, pediram opiniões sobre que músicas tocar e aproveitaram a deixa para elogiar a beleza das mulheres brasileiras:

“Sabe por que sempre voltamos ao Brasil? Pelas mulheres. Lógico. Todos no mundo sabem que as mulheres brasileiras são as mais lindas do mundo”, disse um dos vocalistas.

Como nem todo banza é banza de verdade, os abonados deslocados e alcoolizados atrapalharam a diversão de muita gente que buscava o mínimo de espaço para pular e dançar como os artistas no palco. Mas pra não dizer que o bagulho deu bad, percebemos que muitas garotas materialistas estavam descendo do salto e sentindo o chão com a sola do pé pela primeira vez, curtindo um som bom de verdade. Quem sabe alguns locks não resolvem nascer em meio àqueles cabelos aloirados e alisados.

Junto com a brisa, foi-se embora a banda, que nos deixou pensando quando darão o ar da graça novamente pelas terras tupiniquins. Mas esperamos que, da próxima vez, os produtores tenham mais bom senso e coloquem um preço mais acessível para que o evento atraia quem realmente é fã.

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texto e imagens e vídeos dos leitores Bruna Blueberry Bud e Gustavo Maui Wowi

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

[10] Hempovão: Será a volta do Planet Hemp?

por José Cecci

Como todo bom apreciador da erva de Jah e seguidor do Hempadão, quem nunca escutou Planet Hemp? Não tem como não é? A melhor banda sobre Cannabis, repressão policial, política, e tudo que se deve contestar no mundo de hoje acabou... mas, pode ser que haja uma turnê ou até mesmo uma pequena volta! Vamos aos fatos...

A algum tempo, Marcelo D2 deu uma entrevista ao Jornal da Globo, no qual (resumindo) ele disse que o seu forte ainda é o manifesto, a parada de contestar a realidade, que mesmo na carreira solo com o samba e etc, que por sinal é um ótimo trabalho, D2 disse que tem saudades. Para ver o video da entrevista clique aqui. (o áudio está atrasado, mas dá pra entender.)

Bom, até ai nada demais, apenas uma chama acesa, porém na última semana Tico Santa Cruz através do Twitter está organizando um movimento para a volta do Planet Hemp, e para a nossa alegria realmente parece que Marcelo D2 está interessado.
  

Segue abaixo as postagens;

- Tico Santa Cruz (@ticostacruz)
"Nova campanha pelo BOM ROCK BR - VOLTA PLANET HEMP!!!!! #PlanetHemp nos TTs?"

"Volta PLANET HEMP #PlanetHemp - RT para que o movimento ganhe força!!!"

"O D2 tem twitter? Da última vez que nos encontramos ele não tinha. Bernardo tem também?"

"Ae @Marcelodedois A carreira solo é boa e não impede a volta de mais uma das maiores bandas de Rock do País - VOLTA PLANET HEMP! Campanha"

"Esseé o oficial do D2 @Marcelodedois - Sigam e vamos fazer campanha FORTE pela volta do PLANET HEMP, o Rock de verdade vai retomar a CENA."

"Valeu @Marcelodedois Vamos nos encontrar sim!! E vou ficar na torcida!!!! Grande abraço irmão!! Bom Show!"

"Vamos nos organizar para essa semana e colocar a Tag #PlanetHemp no TTs Pela Volta Triunfal do bom e velho ROCK????"

"Quetal na próxima QUINTA FEIRA, colocarmos no TTs #PlanetHemp ? Assimtodos que estão apoiando divulgam e na quinta AÇÃO. FECHADO?"

"FECHOU - Quinta Feira todo mundo com o #PlanetHemp no TTs divulgem !!! fuiiiiiii"

- Marcelo D2 (@marcelodedois)
"Fala @Ticostacruz eu também to nesse movimento ... Talvez role algo no fim do próximo ano... Talvez"

"Rapaziadaé difícil voltar uma banda como o Planet ... Certas coisas não se devemexer,Mas eu tenho muitas saudades da banda e tenho pensado"

"@Ticostacruz porta ..tem tanta merda por ae q da vontade mermo de voltar.,. Hehehehe"

"Muita gente querendo essa volta do Planet so um cara contra ... Hahahahahaaha ... Vou contar uma pequena história .."

"Próximoano a gente vai fazer um filme e essa ideia de fazer uma pequena tourtem nos deixado mais próximo ., talvez role .. Talvez"
"Como disse o Tico Santa Cruz uma coisa não anula a outra ... A volta do Planet não acabacom a minha carreira solo..."

"Rapaziada tenho q ir pro aeroporto... Abraço a todos ... E @ticostacruz precisamos nos ver mais ... Paz"

Apesar de tudo, eu realmente acho que final de 2010 e começo de 2011 role a turnê mais sonhada de todo maconheiro que nasceu depois de 1990. Além de tudo, há rumores de pessoas que estariam próximas ao B. Negão, e dizem que ele também está afim, já que o Pedrinho (baterista do Planet) toca com ele.

Bom, também depende de nós! Temos que contribuir! Se você tem Twitter, coloque #PlanetHemp em TODOS os seus posts na quinta-feira e vamos ferver a água desse Twitter, pra voltar Planet Hemp com tudo e pros caras do Planet verem a legião de fãs que curtem a banda depois de terminada.
VAMO FAZER BARULHO! :)

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

[09] Hempovão: Ganjalize It!

texto enviado pelo leitor Rodrigo Mafra

A fumaça continua subindo lentamente
Ela é densa e potente
Com certeza logo sente

Posso até estar,pensando devagar
Isso não é burrice. Apenas outro jeito de pensar
Vivo a arte de estar, devo aproveitar

É mais do que algo que te deixa chapado
É um lado seu nunca antes revelado
Meu incenso natural
Deus que fez
Eu apenas o manufaturei
A natureza tem algo para nos ensinar
É só parar pra escutar
Olha só a dança que a fumaça faz
A clareza que a mata traz

A melhor medicina que encontrei
Essa loucura eu não herdei
Fui infectado mas achei a cura
Ela é pacífica, ela é pura
É o conhecimento natural da noção existencial
O questionamento que traz em sí a descoberta
Aventuras inesperadas
Elasticidade nas opiniões
Conectividade e integração
Lentidão

Não nego que pode ser uma distração estar fora de escala
Absorto perante o mundo momentaneamente
Extremamente focado no que me chama atenção
Sim, eu estou esquecendo
Não estou ignorando
Estou processando em pensamentos
E o processo é lento
Acontece em pequenos movimentos

Posso até esquecer o que ia fazer,o que ia falar ou o que ia escrever
Rir por tempo indeterminado até me lembrar
"É hora de acordar"
Tudo isso é temporário, pode relaxar

Percorri minhas dúvidas internas
Criei uma nova maneira de entender
Observei de outro nível
O vazio que existe nas pessoas no quesito acreditar
Encontrei na liberdade pessoal
Posso argumentar

Meus olhos vermelhos?
Não entre em desespero
Do que você tem medo?
É só uma planta
Mas não é qualquer planta
Eles dizem: "É muito mal"
Continuam amedrontados
Eu lhes pergunto o motivo
Eles continuam calados
Pra mim é engraçado...

Você fala de uma coisa que você nunca fez
O seu estilo de vida eu já vivi e eu cansei
Agora é cada dia de uma vez
O lado da preocupação eu aceito
Agora o do preconceito? Não tem jeito

Pessoas de má fé gostam muito de julgar
Na hora de olhar para si mesmas, parecem se cegar
Entenda que a natureza está muito acima das leis humanas
Ela está aqui a muito mais tempo que nós
Não cabe a nós proibir algo que nasce inocentemente da terra
Ainda mais quando seu uso pode ser dos mais diversos
O mal está na cabeça do homem
O homem que não vê que a natureza tem muito pra nos oferecer
Sua utilidade está aí para provar

Porque eles querem ocultar?

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

[08] Hempovão: 30% das favelas cariocas serão ocupadas pela polícia até 2010!

enviado pela leitora Bruna Cardoso

Mesmo aqui de Porto Alegre, há  mais de 1.500km do Rio de Janeiro é impossível não se envolver com a situação das favelas cariocas. O tráfico de drogas é sim um problema do Brasil e do mundo. Mas aqui nas terras tupiniquins o estado que mais sofre as conseqüências disso é o RJ. 

Já nos acostumamos com notícias sobre a guerra entre a Polícia Militar e os traficantes de algum morro carioca. E cada vez que isso acontece, temos ainda mais certeza de que os principais afetados por essa guerra são os inocentes. O Secretário Estadual de Segurança Pública, Jose Mariano Beltrame, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, diz que a polícia irá ocupar pelo menos 30% das favelas do RJ até 2010.

Ainda segundo a reportagem, "Essa proposta não vai parar. É um aceno concreto de que nos preparamos para fazer isso e vamos continuar fazendo. E teremos um grande número de pessoas beneficiadas até o final do ano que vem. Pretendemos chegar a 30% das comunidades, que sofrem hoje a lógica do território imposto pelo fuzil, livre dessa arma, livre do comando desses marginais", disse Beltrame.

Essa é uma clara medida de maquiar o problema para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Beltrame só esquece de citar que civis precisarão morrer para o estado fingir que resolveu o problema.

Na segunda-feira (30), começou a ocupação na favela Pavão-pavãozinho, essa comunidade é a próxima a receber a Unidade de Polícia Pacificadora. No primeiro dia já houve tiroteio, o suficiente para percebermos o quão pacífica será essa ocupação. Hoje, no segundo dia, o saldo é de um morto, que segundo a polícia é suspeito de tráfico de drogas.

Como resposta os traficantes, não satisfeitos com a ação da polícia, incendiaram um ônibus em Copacabana. Ainda não há notícias de feridos.Essa é apenas a primeira. Se até 2010 de fato ocuparem 30% das favelas cariocas, haverá  quantas “respostas” como essa?

Quantos inocentes precisarão morrer para perceberem que a polícia é despreparada, e muitas vezes os policiais são até mais sanguinários que os traficantes? Quantas mães desesperadas, chorando a morte de seus filhos, devido uma bala perdida, a sociedade precisará  ver para realmente enxergar que a repressão armada nunca resolveu e nunca resolverá o problema?

Um Brasil sem drogas é impossível. Já um Brasil sem o tráfico violento só necessita de mudanças na legislação.

se quiser publicar no Hempovão basta enviar e-mail para:

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

[07] Hempovão: A Brisa Babilônica – Poesia Enfumaçada!

poesia enviada por Yago Milano

Envolto em meio a fumaça reveladora

Dichavando pensamentos questionadores

Facilmente me desfaço das sementes de discórdia

Difícil mesmo é achar os galhos de lógica dos governadores

Descaradamente nos enrolam na ditadura da televisão

Acendem as leis da "Babilônia"

Tragando pura e arduamente a pura repressão

Essa brisa de hipocrisia polui meu sangue

Minha cabeça desconhece o sentido dessa alienação

Talvez a tentativa de prensar otimismo solucione

Percepção abrindo portas infinitamente interrogadoras

Com os olhos pequenos pra qualquer fator externo

Expiro cristalino sorriso por ter uma planta libertadora.

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Você pode ter seu texto publicado na editoria Hempovão, basta enviar para hempadao@gmail.com

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

[06] Hempovão: Nossos ídolos e a cultura da Maconha!

               por Speed

Creio que muitos de nós tornam-se adeptos da erva, não por influência de amigos, mas por fazer parte de um contexto cultural que muito admiramos e no qual nos engajamos. A cannabis tem influência marcante em muitas de nossas músicas  preferidas, como a "segunda fase" dos Beatles, toda carreira de Bob Dylan, daqui temos o Gil e da Jamaica chega  com força, através de Desmond Dekker, Bob Marley, Big Youth etc.

Seguir até experimentar a erva de fato, talvez seja uma adesão final, ou um sacramento nos ligando àquela postura de vida que se volta para paz, à consciência do mundo e dos povos como uma única irmandade, à reverência para com a natureza e à espiritualidade. O contato que tive com essa substância proibida confirmou-se como algo a reafirmar todos esses valores, me deu idéias sonoras, maior apreciação da arte, querer produzir sempre algo bom.É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.

Quando estou em uma festa regada a cerveja e acontece daquele grupinho se retirar para um canto reservado com o intuito de compartilhar um baseado eu sigo junto. Há aquele clima diferente, a excitação do álcool dá lugar à serenidade, uma consideração respeitosa por todos os participantes da roda se faz sentir, uma união fraterna e calorosa.

Nunca fui de fumar três baseados por dia e ficar na correria atrás da erva sempre que acaba, a cada ano devo passar pelo menos quatro meses sem fumar, uma vez um amigo mais velho disse, "a ganja sempre vem até você" e ele estava certo! 
Apesar do álcool ser muito mais prejudicial à minha saúde e de seu potencial comprovado de causar transtornos sociais e de relacionamento, ele é legalizado e está a disposição de quem queira comprar, ninguém pede a identidade de um rapagão de 16 anos quando este vai comprar bebida. Mas a polícia espreita as saídas de bairros considerados suspeitos, sempre na intenção de encontrar algum jovem para abordar, apontando-lhe um revólver, jogando-o contra parede, aterrorizando, assediando seus órgãos sexuais e o humilhando. Qual a razão dessa  histeria, dessa atitude insana e muitas vezes maldosa?

Em uma entrevista Bob Marley disse que os proibicionistas argumentavam que a erva era proibida porque fazia as pessoas rebeldes e lançou a pergunta, "rebeldes contra o que?". Muitas respostas são possíveis, mas uma que deve atingir e muito quem sustenta a proibição da erva certamente é: rebeldes contra a cultura da violência!

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Os textos dessa editorias são enviados por leitores. Envie seu material para hempadao@gmail.com

terça-feira, 29 de setembro de 2009

[05] Hempovão: Maconha, O Santo Remédio!

por Henrique Alencar

O primeiro registro de uso medicinal da cannabis é de 3750 a.c, na China. No fim do sec.XIX era prescrita, entre outra condições, para perca de apetite, enxaquecas, cólicas menstruais e gastrointestinais, espasmos involuntários, asma, dores do parto. Atualmente podemos destacar o uso de cannabis no tratamento de glaucoma, câncer e AIDS.

O glaucoma é uma doença que interfere no sistema de secreção dos olhos, dutos oculares são parcialmente bloqueados ocasionando uma retenção de fluido aquoso, elevando a pressão intra-ocular a níveis perigosos. A cannabis desidrata os olhos, diminuindo o fluxo de fluido o que facilita a passagem pelos dutos bloqueados, reduzindo a pressão intra-ocular, isso sem os efeitos colaterais tóxicos, mudança na cor dos olhos ou danos ao fígado e aos rins associados aos medicamentos convencionais.

Uma das principais queixas dos pacientes de câncer submetidos ao tratamento de quimioterapia são efeitos colaterais como vômitos incontroláveis que repelem toda a comida, acompanhado de náuseas secas. A cannabis vem sendo usada para aliviar tais efeitos devido aos seus efeitos antiespamódicos que reprimem os reflexos nauseantes e corta os espasmos musculares abdominais, além de acalmar o estomago evitando vômitos e estimular o apetite. 54% dos especialistas em câncer 1234753201380_f que responderam a uma pesquisa da Universidade de Haward concordaram que deveriam ter permissão para receitar cannabis aos seus pacientes.

No tratamento de AIDS a cannabis e usada para combater as mesmas circunstancias dos pacientes com câncer, uma vez que, em 98% dos casos de AIDS ocorre perca de peso excessiva, os pacientes sao orientados a comer o dobro de proteínas que um individuo sadio, muitos pacientes estão conseguindo manter seu peso graças ao uso de cannabis para estimular o apetite, a planta também e usada para aliviar os efeitos colaterais da terapia a base de AZT como vômitos e náuseas.

Infelizmente muitos pacientes estão sendo privado de melhoras consideráveis em suas vidas, e muitas vezes privados de suas liberdades por cultivarem poucos pés de cannabis para obter um medicamento de melhor qualidade, reduzir os custos de seus tratamentos e por optarem por não contribuir com o trafico. As Convenções das Nações Unidas Sobre o Controle de Drogas de 1961 a 1988 têm como principal objetivo regular o uso medicinal e cientifico de drogas, mesmo os países que decidirem pela proibição do comercio, os usos médicos e científicos não devem ser foco dessa medida.

para enviar seu texto: hempadao@gmail.com

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

[04]Hempovão: O Que Precisamos? Uma Reflexão sobre Vida!

por Rafael Carlesso

O comportamento do homem se conforma a partir do ambiente em que vive, pois é obrigado a servir o interesse da cultura do local. Este fato pode ser confirmado ao analisar, por exemplo, a vida de um índio que nasce e cresce na mata, enquanto aprende a usar lanças, facas moldadas em pedra, etc. Isto demonstra claramente o que sua cultura representa, a necessidade de tais utensílios pra melhorar sua vida e facilitar sua sobrevivência. Ou então numa sociedade extremista, baseada na religião, onde as pessoas se conformam com a situação em que vivem, pois Deus garante que a vida após a morte será melhor, eliminando todo tipo de criatividade e crescimento social. A superstição prevalece onde a ignorância prevalece.

Mas, espera aí! Ninguém nasce “pronto”. Ninguém nasce arrogante ou egoísta. Então porque a sociedade tomou este rumo individualista e manipulador? A culpa é de quem começou tudo isto a muitos e muito anos atrás, ou a culpa é de quem manipula e se deixa manipular hoje?

Vivemos sob um processo social de autonomia, ainda muito tímido e praticado por alguns apenas, que está sendo prejudicado pelo confronto e pela tentativa de manipulação executada por diversas instituições. A grande maioria da população mundial vive abaixo desta linha de manipulação, o que facilita a aceitação de produtos “necessários” a vida humana. Bata na madeira para que isto não se torne uma “realidade”... Mas não é verdade? Apenas mantenha suas superstições, pois são elas que facilitam sua vida.

O que precisamos? Quando um ambiente é alterado, o comportamento das pessoas também se altera, modificando valores antes creditados como incontestáveis ou completamente verdadeiros. E o que modifica a vida humana gira em torno das necessidades, e estas surgem diariamente, o que faz o homem produzir e criar diversas maneiras de facilitar ou fornecer o que ainda falta à sociedade.

Sêneca, logo no primeiro século após o nascimento de Cristo, falou: “Os vícios de outrora são os costumes de hoje”. Não há como evitar, não há como negar.

sábado, 26 de setembro de 2009

[03] Hempovão: A beleza do passe de bola na roda da criação!

por Cebola Pessoa e fotos de Txhelo

Primeiro: Pequena roda formada diante de um lúdico mirante. No mastro, uma bandeira com flores primaveris sorridentes dá o tom de mais um dia no Encontro Nacional de Estudantes de Arte. Paira no ar aquela sensação maravilhosa das infinitas possibilidades da vida. Estamos num período fértil: uma geração artística  em sintonia, exalando magia e criatividade. Admirável o contato travado com a própria realidade. Nas oficinas, é possível encontrar manifestações jamais reconhecidas formalmente pela academia, como o Dub, Grafitti, Capoeira e Tecido. Nas idéias, uma consciência ampliada da contribuição que cada artista tem pra dar na infinita roda da criação. A noite de festa começa com a trupe que desce as escadarias rumo ao picadeiro; perna de pau, clowns, atores, malabaristas, músicos, mágicos vão comungar juntos à magia do picadeiro.

Segundo: Intervalo para acompanhar de perto uma partida de ping-pong freestyle. Aqui o esporte ocupa duas quadras, dentro da quadra principal do evento. Sem o som característico das raquetes, nesta modalidade os jogadores fazem uso das mãos para rebater com maestria artística as jogadas vindas do outro lado. No clima de camaradagem da noite, as duplas vão sendo formadas na hora. Mais do que de repente, um ator de rua baiano e um artista plástico - até então desconhecidos um do outro - se tornam grandes parceiros e vencem três partidas. Aqui todos ganham em risos e satisfação.

Terceiro: “Maconha, olha a Maconha... aqui, informações(!) sobre a Maconha”, entoa a voz no megafone. Estamos no estande da Ananda, grupo anti-proibicionista baiano que acendendo as pontas conquistou o direito de expressão dos cannabistas em Salvador. A edição da Marcha aqui na cidade está marcada para o dia 5 de dezembro, no Porto da Barra. Daqui pra lá o grupo promove oficinas criativas e arrecada verbas para a confecção de material. Todos os broches com a folha da Cannabis foram vendidos. O estande, localizado ao lado do picadeiro, reservou um espaço também para leitura, disponibilizando um riquíssimo acervo da cultura canábica, dentre eles uma compilação de tiras do Metous, camisetas da grife /lombra e edições do livro O Fino da Massa. “A Maconha é objeto de consumo cultural, ela atua dentro de contextos culturais. Ela é alimento da alma e do espírito da sociabilidade”, afirma Sérgio Vidal, pesquisador da ANANDA.

Neco TabosaO cantinho é receptivo as tantas manifestações artísticas presentes, de modo que o  visitante sempre leva uma nova informação sobre a ganja. “A Maconha pode ser estudo de várias outras áreas do conhecimento, mas faz parte do processo de estudo mesmo no campo artístico, afinal é impossível dissociar”, afirma Neco Tabosa, jornalista responsável pelo o livro O Fino da Massa e editor do blog Filipeta da Massa.

Banda AliançaQuarto: Navegamos pro palco, onde neste momento o encontro abre espaço para a  manifestação da cultura rastafári com a apresentação da banda Aliança. Loas do reggae meditation e nyambinghi embalam a dança mágica dos leões guerreiros. Quem já foi num show de reggae sabe do elo que se forma entre a platéia e a banda, numa troca de vibrações alquímica. A intensidade é tanta que é comum você encontrar pessoas em pleno transe contemplativo da existência. Em meio aos chamados seguidores de Jah, teve maluco do Maranhão que achou até que tava na ilha... Já com a cabeça feita, ficamos por aqui.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

[02] Hempovão: Sobre a Guerra do Tráfico no Juramento!

por Martin Draghi*

CHEGA! A legalização das drogas tira o poder bélico e financeiro do tráfico, elimina  um mercado proibido com alta demanda e lucros exorbitantes e desarma crimosos que tanto assustam a sociedade.

As consequencias da proibição são desastrosas e demonstram que o assunto merece o debate transparente, aberto, sem tabus e sem a manifestação emocinal, como qualquer tema, deve ser tratado racionalmente e seguindo bases lógicas de análise, devem-se olhar as estatísticas e comprovar que um país em que sua segurança pública mata mais que 1.450 pessoas por ano, em comparação com as 600 do Governo chinês, que se mostra como um dos mais atrasados no que diz respeito a liberdades individuais e extremamente ditatorial do ponto de vista da democracia.

Apesar dos 100 anos de proibição "comemorado" esse ano, o consumo não caiu, a  produção aumenta, e cada vez mais surgem produtos da proibição, as grandes "empresas" do tráfico e os seus sub-produtos, a violência.

Acordar e ver esse tipo de notícia no jornal não é e NÃO DEVE SER algo normal, do cotidiano. Assusta-me ver o povo apoiando tal guerra, apoiando o fim do tráfico e dos “malditos viciados” que financiam o tráfico, será que não notam que simplesmente é uma guerra que nunca terá fim?

Atualmente, são gastos 600 bilhões de doláres anuais com as despesas das ridículas estratégias do programa norte-americano de erradicação total das drogas, gostaria de perguntar aos pais desse programa anti-legalização, os da era Nixon, se eles conseguem lembrar de algum momento em toda a história da humanidade em que as drogas nunca existiram. É da raça humana usar drogas, sejam elas voltadas a interesses recreativos, religiosos ou medicinais, isso não é algo questionável, é uma afirmação sem nenhuma possibilidade de deformação ou distorção visual por conta de algum acido.

E pensar que todo esse dinheiro, ao invés de estar sendo gasto em guerras totalmente prejudiciais para a sociedade poderia estar sustentando financeiramente a criação de projetos voltados para os reais dependentes químicos das temidas drogas pesadas. Vale lembrar que a dependência química apenas abrange uma pequeníssima parcela de usuários, e da autêntica necessidade de uma distinção do uso e efeito de cada droga, assim como um tratamento diferenciado para cada droga.

Não podemos comparar o tratamento de um dependente em heroína ou cocaína com um programa voltado para jovens que tem o simples hábito de fumar um baseado nos finais de semanas. Assim como outro grupo de adolescentes pode escolher o álcool para seus momentos de recreação e socialização, sentando em um bar e bebendo diversas cervejinhas, os consumidores de erva também tem o direito de optar pela cannabis, sendo este segundo hábito não aceito pela sociedade, embora menos danoso à saúde.

Vale comparar alguns pontos em comum em que o consumo de álcool e cannabis se assemelham, como o fato do uso estar totalmente ligado a um momento de socialização e interação; pela procura de momentos de lazer com pessoas proximas ou não; e pela autêntica necessidade da raça humana de um remédio anti-stress e aliviador.

Comparando as consequências do uso notamos uma grande devasagem tanto nas potencialidades negativas do abuso do álcool e da cannabis, quanto à interpretação incoerente e cega por parte da sociedade.

O abuso do álcool tráz ao espaço público uma consequência absurdamente maior que são as mortes de terceiros que nada tem a ver com o momento de socialização do grupo que escolheu por consumir algumas inocentes “cervejinhas”. Enquanto isso, o grupo de jovens que decidiu por fumar um baseado ou está em algum lugar aproveitando os conhecidos efeitos da erva ou está devorando qualquer tipo de comida em algum lugar, sem fazer mal algum a terceiros a não ser a sua própria saúde.

É absurdamente hipócrita a atual reação da sociedade quando comparamos as consequências do uso de álcool e maconha, é como se a lógica estivesse de cabeça pra baixo e as ordens reais de danos à sociedade fosse constantemente ignoradas.

Mais do que nunca é precisar fugir de um modelo antigo, ineficaz, e nada humitário, o estudo de alternativas como redução de danos e a despenalização são grandes ferramentas que tem mostrado excelente resultado em países europeus. CHEGA! Proibição, seus dias estão contados!

*Martin Draghi tem 20 anos e é estudante de Publicidade e Propaganda da ESPM-RJ

Para ter seu texto publicado na Hempovão escreva para hempadao@gmail.com. Os textos são selecionados e devem cumprir um mínimo de rigor ortográfico e conteúdo informativo/argumentativo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

[01] Hempovão: A Primavera começou de fato no ENEARTE!

A partir de hoje tem um gosto a mais na nossa Hempada. É como um recheio, recém chegado, só que ao invés de gosto, vai matar laricas de inteligência! E esse espaço é preenchido por Você – lambra? Votamos sim para o espaço do leitor! Alguém entrou na roda e sugeriu um nome…Cebola Pessoa, já conhecido nosso do genial Metous, viajou fundo num texto pra lá de interessante e resolveu mandar pra gente. A crônica inaugura a Hempovão, editoria feita pelos leitores do Hempadão.

por Cebola Pessoa

Atenção navegadores da ilha da fantasia, trago boas novas da juventude artística brasileira. Do lado de cá eu vi flores humanas e uma boa colheita de frutos da paz e do amor. No Encontro Nacional dos Estudantes de Arte Brasileiros, a largada foi dada em sintonia com as good vibes da chegada da primavera na cidade do São Salvador. Muita idéia boa sendo trocada e multiplicada entre os artistas de todo o país.É bem possível que algum camarada seu esteja nessas fotos... "vê se senão é aquele brodinho do Capão ali na foto?" ... "Ah, e aquela gata que era careta... quem diria, hein!?" Vamos desenchavar no mar das descobertas:
Primeiro beque: Caí de pára-quedas na lona de um circo. Na arena, um trio feminino encanta uma platéia receptiva. Alguns em chamas sustentam a sauna. Queda da babilônia, brota o amor: mundos e mundos em explosão no fim do espetáculo. Muitos levantam junto com uma trupe percussiva e celebram a alegria do espetáculo com música e dança; quebram uma fronteira mágica em que a vida é também continuação daquela manifestação. Passa então a pipocar os primeiros orgasmos dos neurônios enfumaçados: uma menina que dança, a primeira cerveja gelada. De repente, aplausos para os presentes. Aqui todos parecem dispostos a interagir e celebrar: a festa tá só começando...

Segundo beque: Dessa vez uma roda menor, mais intimista. O flautista que deu o start logo emenda uma doce melodia acompanhado pelo som da banda que acabou de subir no palco. Em uma quadra de futebol diversos círculos representam o nosso país em plena troca de experiências. Lá na frente, um legítimo bloco de rua se manifesta no encontro das batidas de todos os cantos. Os círculos humanos dão sinal de fogo e a todo momento é possível notar um revezamento aleatorio entre os seres de luz. A batida transcorre envolvente dando o tom de brilho e harmonia da ganja para a festa.

Terceiro beque: Foto com grupo de Maceió que dança espontaneamenteo . Depois de algumas tentativas de congelar em uma fotografia a movimentação da dança, uma primeira foto definida consegue chegar no inesperado encontro de mãos do casal de bailarinos. Incrível como a presença do outro já desperta uma nuvem de idéias: somos únicos, mas ao mesmo tempo tão os singulares em busca desse algo que potencializa a sensibilidade humana. Salvador está cheia de flores para uma semana intensa de atividades do ENEARTE, em uma versão dançante e contagiante dos próximos passos que o homem vai dando no processo evolutivo. Enquanto no palco, um violonista descontraído estampa um broche da cannabis.

segura o mic e hempresenta: hempadao@gmail.com!