Hoje a missão é árdua, mas compensatória. Depois de viajar por todos os países começados com a letra A, B e alguns com a letra C, hoje chegou a vez do Canadá! Sim, o gigante ligalized, habitado por alguns e passada de férias de tantos leitores da Hempada. O frio condiciona o beck na temperatura certa e a cultura da fumaça não é reprimida como aqui. Basta saber que assim como na Califórnia ou na Suíça, pelas ruas e estabelecimentos de Vancouver também é possível encontrar produtos feitos à base de cannabis.
No ano passado a justiça canadense considerou que apenas o “cheiro de maconha”, não deveria ser utilizado como comprovação de suspeita ou mesmo justificativa para prisão ou revista. O Canadá tem grande produção interna de maconha, isso de forma marginal, já que também há o plantio legalizado para o consumo medicinal. Segundo matéria da revista Forbes, a produção ilegal canadense gera 7 bilhões por ano, quantia que supera a verba geradas por setores econômicos como criação do gado ou produção de trigo.
Em 2001 o Canadá permitiu o uso medicinal, sendo assim o primeiro país do mundo a tomar essa medida. A partir daí o governo passou a produzir o próprio remédio, transformando uma mina abandonada numa região de subsolo, em Sasktchewan, numa estufa com iluminação artificial para o cultivo da maconha. Além disso os pacientes registrados também podem desenvolver seu auto-cultivo. A cannabis medicinal além ótima qualidade é vendida pela metade do preço do mercado paralelo.
É claro que nem tudo são flores e o número de prisões oscila por vez aumentando ou diminuindo, já que setores conservadores sempre relutam à evolução. Mas a polícia é tranqüila em relação ao usuário, deixando sua força maior para os casos de tráfico. Em vários coffesshops e parques o uso é normalizado, e a possibilidade se achar maconha de qualidades excepcionais é enorme.
De Toronto a liberdade é esbanjada principalmente no Festival da Liberdade, que acontece juntamente com a Marcha. Nesse dia o verde é completamente legalizado. Além disso a cidade conta uma rua chamada Youngesterdam, em que a referência deixa óbvio o teor do turismo. Já imaginou marchar ao lado de vinte mil pessoas? E ainda com a erva liberada? Um dia certamente chegaremos lá, mas enquanto isso, vamos na viagem mental do ErvaMundi...
Se essa viagem foi boa e nós só viajamos no horário, saiba que semana que vem não sabemos o mínimo o que virá. Saimos do coração da América diretamente para o Cazaquistão!