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sábado, 6 de fevereiro de 2010

[Ed. #49] ErvaMundi: A Cultura da Maconha no Canadá!

Hoje a missão é árdua, mas compensatória. Depois de viajar por todos os países começados com a letra A, B e alguns com a letra C, hoje chegou a vez do Canadá! Sim, o gigante ligalized, habitado por alguns e passada de férias de tantos leitores da Hempada. O frio condiciona o beck na temperatura certa e a cultura da fumaça não é reprimida como aqui. Basta saber que assim como na Califórnia ou na Suíça, pelas ruas e estabelecimentos de Vancouver também é possível encontrar produtos feitos à base de cannabis.

No ano passado a justiça canadense considerou que apenas o “cheiro de maconha”, não deveria ser utilizado como comprovação de suspeita ou mesmo justificativa para prisão ou revista. O Canadá tem grande produção interna de maconha, isso de forma marginal, já que também há o plantio legalizado para o consumo medicinal. Segundo matéria da revista Forbes, a produção ilegal canadense gera 7 bilhões por ano, quantia que supera a verba geradas por setores econômicos como criação do gado ou produção de trigo.

Em 2001 o Canadá permitiu o uso medicinal, sendo assim o primeiro país do mundo a tomar essa medida. A partir daí o governo passou a produzir o próprio remédio, transformando uma mina abandonada numa região de subsolo, em Sasktchewan, numa estufa com iluminação artificial para o cultivo da maconha. Além disso os pacientes registrados também podem desenvolver seu auto-cultivo. A cannabis medicinal além ótima qualidade é vendida pela metade do preço do mercado paralelo.

image É claro que nem tudo são flores e o número de prisões oscila por vez aumentando ou diminuindo, já que setores conservadores sempre relutam à evolução. Mas a polícia é tranqüila em relação ao usuário, deixando sua força maior para os casos de tráfico. Em vários coffesshops e parques o uso é normalizado, e a possibilidade se achar maconha de qualidades excepcionais é enorme.

De Toronto a liberdade é esbanjada principalmente no Festival da Liberdade, que acontece juntamente com a Marcha. Nesse dia o verde é completamente legalizado. Além disso a cidade conta uma rua chamada Youngesterdam, em que a referência deixa óbvio o teor do turismo. Já imaginou marchar ao lado de vinte mil pessoas? E ainda com a erva liberada? Um dia certamente chegaremos lá, mas enquanto isso, vamos na viagem mental do ErvaMundi...

Se essa viagem foi boa e nós só viajamos no horário, saiba que semana que vem não sabemos o mínimo o que virá. Saimos do coração da América diretamente para o Cazaquistão!

sábado, 30 de janeiro de 2010

[Ed. 48#] ErvaMundi: A Cultura da Maconha em Camboja!

Desembarcamos hoje no Reino de Camboja. Sofrendo, é claro, toda agonia de não saber falar nenhuma palavra da língua oficial, o khmer. Estamos no continente asiático, em um regime de monarquia que se estabeleceu em 1993. A maconha é produto ilegal, porém um tanto banalizado na cultura local. Camboja abriga grandes plantações de maconha para a exportação no tráfico internacional, mas também possui iguarias fantásticas relacionadas ao universo da maconha.   

Movido pelo lucrativo plantio e comercialização da erva, muitos países do sudeste asiático praticam o desmatamento de florestas. Através de cultivo e combate, quem sofre é o meio ambiente, já que segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a região possui as maiores taxas de desmatamento do mundo. Claro que não é somente culpa do plantio de cannabis, mas países como o Camboja, Indonésia e as Filipinas chegam a perder 2% da área florestas por ano, ao passo que a média dos outros países é de 0,18%.

Mas não é só a venenosa erva que anda preocupando as autoridades do controle mundial de narcóticos. Também no Camboja assim como na China e em Mianmar, são registradas grandes apreensões de químicos precursores de anfetaminas, além de diversos desvelamentos de laboratórios clandestinos de produção de crack. Outro problema é o alastramento do HIV devido ao uso de drogas injetáveis como heroína e metanfetamina.    

Mas nem tudo esta perdido. A capital Phnom Penh é conhecida por ter uma área próxima a um lago onde é possível encontrar farta oferta de maconha. A área é também habitada por profissionais do sexo, mas engraçada mesmo é a abordagem dos que vendem a Santa Maria. Segundo visitantes, os caras chegam a esboçar um espanhol, para deixar os clientes mais a vontade. Além disso, quem já passou por aqui diz que a polícia é algo que parece ser inexistente.

Deixamos para o final a parte mais deliciosa desta viagem. Imaginem que a cannabis sempre foi utilizada como tempero na cultura cambojana. No entanto, durante a colonização francesa a iguaria foi banida do cardápio. Mas na verdade, não completamente, já que durante a noite é possível achar bares e restaurantes especializados no preparo da Happy Pizza. Sim, é isso mesmo que você está pensando! Ao invés de um inocente espinafre, a massa é batizada com maconha.

Depois dessa deliciosa despedida, partimos de volta à América. Na edição seguinte dessa editoria completamente viajante nós vamos desembarcar no Canadá! Quem quiser ajudar enviando informações sobre o país, pode enviar e-mail para redacao@hempadao.com! Hasta la vista...

sábado, 23 de janeiro de 2010

[Ed. #47] ErvaMundi: A Cultura da Maconha em... Camarões!

Cores fortes pois permanecemos na África de todos os santos! Desta vez com uma dificuldade particular. Mapeando a cultura da cannabis, a palavra Camarões tem conotação deliciosamente voltada à flor da espécie que recebe por vezes esse apelido. Ainda perdemos a hora no aeroporto, enrolados entre o inglês e o francês, ambas línguas oficiais do país. Por aqui há pouco sinal de legalização, mas forte cultura de fumício da maconha.

As pesquisas apontam para a cannabis como a droga mais usada no país. Surpresa maior foi perceber que grande parte dos entrevistados respondeu pelo uso de cannabis relacionado a tradições, ritos ou mesmo terapias. E até "mais do que isso, eles acreditavam que a cannabis tinha efeitos sobrenaturais e podia proteger seus usuários de bruxarias e aumentar suas chances de sucesso", diz a análise do documento.

Uma curiosidade da pesquisa é que, entre as prostitutas, a crença é de que o uso da cannabis pode dar-lhes atrativo aos olhos masculinos, além de melhorar a performance sexual. Bendito fruto. Plantado largamente com muita competência e sabedoria, a maconha camaronesa é tradição de qualidade. Mas isso não a deixa longe da marginalidade, mesmo com alguns setores políticos de  frente liberal a respeito do uso da maconha medicinal atuando no país.

No entanto, setores conservadores preferem que a maconha seja importada do Canadá a considerar a legalidade das plantações. Absurdos a parte, o consumidor ainda pode ser preso com flagrantes e levado à prisão ou pagamento de multas verdadeiramente altas, o que demostra o atraso em esferas jurídicas e sociais. Os cientistas que reconhecem o poder da ganja nos garantiram que a camaronesa não fica nada atrás da canadense. Nos despedimos nessa brisa, quase partindo pro Canadá, mas antes vamos passar pro Camboja, na semana que vem. Vem?

Paz.

sábado, 16 de janeiro de 2010

[Ed. 46#] Ervamundi: Cultura da Maconha em Cabo Verde!

Hoje o Ervamundi inaugura mais uma letra do alfabeto. Passamos por todos os países de letra A e B, agora vamos percorrer a cultura da cannabis por todos as nações com a letra C, e começamos com uma bandeira de tamanha vastidão azul que ninguém diria estar desembarcando em Cabo Verde!

O nome dá ânimos e o visual também. O país é constituído por um arquipélago de  10 ilhas, localizadas na costa africana.  A pobreza e posição geográfica fizeram do país uma rota essencial para o tráfico internacional, o que difundiu por lá a cultura da droga associada a todo tipo de mazela social. Mas largando de mão o mundo das drogas, vamos a procura da erva, que por lá recebe o apelido carinhoso de "padjinha".

Apesar de falarem português, os cabo-verdianos também tem como idioma não oficial o crioulo. Durante muito tempo há um esforço internacional para que a questão do tráfico neste país seja resolvida, e isso significa sobre tudo um combate intensivo ao crime. No ano passado um escritório das Nações Unidas apontou que o país sofria com as drogas ilegais por elas serem a causa do  número crescente de delitos. Mas quando dissemos sobre esquivar do mundo das drogas, quisemos era mudar o rumo dessa prosa já que a erva é habitualmente consumida e muitas vezes plantada por lá, com clima quase agradável, caso não fosse a escassez de chuva.

De acordo com quem assiste a rota de funcionamento da máquina, "Cabo Verde é  um país que recebe muito turismo, sobretudo turismo europeu. Alguns destes turistas se transformam em traficante de drogas levando a cocaína de Cabo Verde para a Europa". A intensificação de operações para inibir o tráfico resultou em melhorias consideráveis, porém um diretor executivo da ONU fez com que os cartéis fossem transferidos de Cabo Verde para Guiné-Bissau.

Enquanto isso a maconha parece ser peixe pequeno, tendo seu consumo controlado sem alarmes, com possibilidade de despenalização de porte e consumo, perante a necessidade de formas mais inteligentes de combate ao tráfico. O assunto drogas é tratado talvez com silêncio mórbido, mas a erva se consome por nichos sociais ligadas algumas vezes ao reggae ou outras vertentes culturais. Alguns guias internacionais apontam a Rua Marginal, a Rua da Praia - nome da cidade mais populosa do país - se a tentativa for achar uma alma solidária afim de compartilhar um beque. 

Cabo Verde

Semana que vem a gente continua pela África. Vamos aos Camarões! Vem junto?

sábado, 9 de janeiro de 2010

[Ed. #45] ErvaMundi: A Cultura da Maconha em... Butão!

 

Hoje desembarcamos virtualmente no Reino de Butão. Essa bandeira muito louca é deles e espero que não cause nenhuma badtrip ou enjôo em que está de passagem. Para quem nunca ouviu falar sobre este país, vamos situar o território no continente asiático, pequeno e fechado no reino dos Himalaias, entre a China e a Índia. Pela referência já dá para imaginar... estamos no berço da sociedade de onde se origina a cultura da cannabis.

Mas aqui nada são flores. Aliás, há por aqui muitos pés de cannabis, espalhados por todos os lados, crescentes livres em todos os lugares. De acordo com Ana Paula Padrão, que foi até lá para fazer uma reportagem especial para o Jornal da Record, "pés de maconha são mato no Butão, dão em canteiros, mas qualquer fumo é proibido", avisa ela. E é isso mesmo, qualquer tipo de fumo é proibido. Eles foram o primeiro país do mundo a proibirem o uso de tabaco em locais públicos, além da venda desses produtos. E a justificativa é simples: “Nós não queremos poluição e queremos boa saúde para os nossos cidadãos”, disse o ministro Jigme Thinley.

Last_Shangri-la4Ora, mas se não se pode fumar, você deve estar se perguntando, de que servem as tantas e tamanhas plantações que existem pelo país? Ela é alimento para os porcos - não os fardados! Mas sim os animais, que para ficarem com ainda mais fome e crescerem mais rápido, são alimentados com a planta. E mais, a população só descobriu que a planta poderia ser usada por humanos após o advento da televisão, que só chegou ao país neste século. Desde então cerca de 100 pessoas já foram presas por fazer uso da planta que há por lá em abundância.

Mas o estrangeiro que se animar com a possiblidade de fumar de graça, mesmo que ilegalmente, pode tirar a idéia da cabeça. Este país não dá a mínima para o turismo, mantendo inclusive uma taxa alta de 250 dólares, cobrada por cada dia de estada no país. Em Butão não há semáforos, nem tráfico de drogas e o esporte mais tradicional é o arco e flecha. Para finalizar esse rico post vamos deixar uma reportagem em inglês, que mostra a transição da utilização da erva antes dada aos porcos, hoje consumida pelas 'crianças' da região:

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sábado, 2 de janeiro de 2010

[Ed. 44#] ErvaMundi: Cultura da Maconha em Burundi!

Semana passada não viajamos por falta de passagens! Essa história de Natal e Ano Novo encheu os aeroportos! Mas hoje, mesmo atrasados, vamos para Burundi, o país mais pobre da África. Lembra do rio Nilo lá dos livros de História? Pois é, ninguém nunca falou mas a nascente desse rio tão importante é lá nesse país!

Independente há pouquíssimo tempo, desde 1962, a República do Burundi tem leis severas pra punir quem é encontrado usando, traficando ou simplesmente em posse de drogas ilegais, como a maconha. Se forem condenados, esses aí podem esperar por longas sentenças de prisão e multas pesadas. Então, tome cuidado!

Encontramos um depoimento de um viajante na internet que diz ter passado por todo o continente africano e adivinhem! A maconha mais barata que encontrou foi em Burundi, onde uma quantidade entre 2 e 3 gramas custava apenas 1 centavo de dólar!! Dá pra acreditar?

Bom, descobrimos pouco sobre a erva em Burundi. Se você souber de algo, conta pra galera aí na roda! Semana que vem a gente viaja pra Butão, um pequeno país asiático entre a China e a Índia! Vai com a gente?

sábado, 19 de dezembro de 2009

[Ed. 42#] ErvaMundi: Cultura da Maconha em Burkina Faso!

Hoje estamos de volta com a editoria mais viajante da Hempada, dando sequência a fila alfabética de letras. A bandeira ligalized indica que estamos no continente sagrado da religião rasta, mas o local é estranho, repleto por burquinenses, ou burquinabês, ou burquineses, ou até burquinos. Ao menos a língua oficial é o francês e o lema do país: Unidade, Processo e Justiça. Mas por lá a cannabis é proibida, assim como todas as outras drogas. No entanto, o uso, transito e producão se dá de forma restrita à maconha, que por vezes é produzida no próprio país e outras é traficada dos países vizinhos como Gana e Nigéria.

Mas além do uso da erva existe uma crescente preocupação com o abuso de drogas sintéticas em Burkina Faso. De acordo com a polícia, uma estimativa de 20% de jovens já experimentou maconha ou outras drogas ilícitas. Oficiais da alfândega apreenderam mais de 800 quilos  de maconha em 2002. Investigações decorrentes da apreensão resultaram na condenação de aproximadamente 280 pessoas que receberam punições desde 3 meses até 5 anos de cadeia. A maior parte da maconha cultivada em Burkina Faso é para consumo do próprio país.

A idade dos usuários varia entre 20 e 32 anos, tem tendência a não ter emprego fixo e serem solteiros. Segundo estimativa, 7% dos usuários de cannabis são do sexo feminino. O abuso de estimulantes e sedativos é mais comum entre homens, com idade entre 20 e 40 anos. Aproximadamente 7,3% dos usuários de estimulantes são do sexo feminino. Solventes voláteis são comuns entre jovens de 12 a 16 anos de idade (ONU, 1989, 1990). Dois grupos de trabalhadores tem riscos maiores de abuso de drogas: fazendeiros e motoristas (de caminhão e taxi) (ONU, 1993). Cannabis é usada por jovens, prostitutas e pequenos  comerciantes (Relatório de 1994).

Foi difícil desembarcar na missão de desvendar informações sobre este país, sobretudo traços mais marcantes do cotidiano da cultura da cannabis. Mas não tem problema, vamos seguir viagem mas não antes de curtir um pouco a cultura local, que é batucada num djambé, sendo assim roots ao extremo. Se liga só:

Semana que vem permanecemos no continente africano, destinados a: Burundi!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

[Ed. #41] ErvaMundi: Embarreraram no Aeroporto!

A equipe responsável pelo ErvaMundi pede desculpas por não ter conseguido embarcar rumo à Burkina Faso hoje. As autoridades da Bulgária acharam uma pequena ponta, esquecida no bolso de nosso editor. Depois dos procedimentos legais devidamente resolvidos, estamos livres para semana que vem partir rumo à África! E você, acompanha o ErvaMundi? Vamos dando a volta ao mundo, na busca pelo verde... Quer ver tudo que já fizemos? Click no leia mais!

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O lado físico desse editoria é mera brincadeira.

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