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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

[Ed. #43] Erva Doce: Álcool X Maconha – As Mulheres Bebem Mais?

por Lisa Lótus

É notável: as pessoas misturam álcool e maconha. Pra começar, é comum que certas pessoas só tenham coragem de experimentar a erva quando estão bêbados. Outros acharam que não iam fumar naquele dia por um motivo ou outro, mas de repente chaparam de bebida e aí acabam perdendo o controle.

Todo mundo que é mais experiente sabe que encher a lata e depois fumar um pode dar merda. A pressão cai e as coisas começam a rodar muito mais fácil. Isso é o óbvio - misturar duas drogas não pode dar coisa boa.

Beber e fumar é algo que tenho observado nos dois sexos. Mas vejo que, geralmente, as mulheres se dão mais mal quando optam pela mistura. Seria por causa do tipo físico feminino, notadamente mais frágil (menos peso, doses menores fazem mais estragos)? Onde está o lado feminino mais materno/organizado nessas horas?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

[Ed. 42#] ErvaDoce: Maconheiras de Salto Alto!

por Laura Lock

Elas têm carreiras estressantes e uma vida social invejável. Porque existem tantas mulheres inteligentes e bem-sucedidas acendendo um nas horas vagas?

Jennifer Pelham chega em casa e tira seu blazer, scarpin, e se joga no sofá. Ela tem 29 anos e é advogada de uma das firmas ‘top’ de advocacia em Manhattan. Cansada depois de um dia de muito trabalho – 12 horas – ela pede o sushi de sempre para jantar. Depois, pega uma garrafinha de plástico que estava no cantinho de seu criado mudo, do lado de um pipe de vidro e um isqueiro Bic azul. Ela abre a tampa, coloca cuidadosamente o bud verde no pipe e acende. Durante 30 minutos ela continua fumando, suficiente para acabar com o zumbido na sua cabeça. Depois, ela come.

“Eu odeio o termo pothead – parece que eu estou high 24 horas por dia, o que não é verdade”, diz ela, irritada. “Eu não preciso disso pra passar o dia. Eu simplesmente aproveito no fim do meu dia.” Seus rituais noturnos lhe custam apenas 50 dólares por mês, quase nada comparado ao custo mensal de sua academia ou uma noite de sábado com seu noivo, um banqueiro que ocasionalmente fuma com ela. Em forma – ela corre três milhas por dia – , Pelham insiste que maconha é o antídoto ideal para um dia cheio de trabalho: nunca a deixa de ressaca depois de um happy hour e não a deixa grog como o Xanax, remédio que o médico passou para sua ansiedade. “Parece que toda advogada que eu conheço tem algum vício”

Todo mundo conhece alguém como Jeniffer Pelham, uma trabalhadora cuja ideia para relaxar após um dia cheio não é com um copo de Chardonnay, mas sim com um trago (ou três) de maconha – não a todo tempo, mas regularmente. De acordo com um estudo recente da Administração de Abuso de Substâncias e Serviços de Saúde, aproximadamente 8 milhões de mulheres admitiram fumar no ano passado. A mesma pesquisa ainda revelou que uma em cinco mulheres que se assumiram fumantes ganham mais de U$75.000 por ano.

São apenas trabalhadoras que preferem um cone a uma garrafa. “Eu adoro tomar uma taça de vinho, mas ter que sair e participar de coquetéis não é muito agradável pra mim. E beber é muito mais caro”, diz Debbie Schwartz, uma produtora de reality show de 28 anos que se mudou recentemente de Los Angeles para Nova Iorque. Seu trabalho é rígido – 15 horas por dia coordenando milhares de fragmentos de gravações, administrando gastos, montando grades horárias para a produção. A empresa simplesmente cortou o orçamento dela pela metade, o que a deixou louca, cortando gastos de maneira que ela não precisasse despedir ninguém. Depois do trabalho ela não consegue pensar em nada que ela preferiria não fazer do que jogar um par de saltos e a maquiagem para acertar no bar local. “Eu passo uma hora na academia, depois volto pra casa e fumo um baseado, enquanto ouço um jazz e leio um livro – acabei de ler The Fountainhead. É o momento que tenho pra mim mesma antes de acordar e começar tudo de novo no dia seguinte. É o meu banho de espuma”, explica Schwartz. Ela não esconde seu hábito ilícito. Não há necessidade, já que várias pessoas no escritório usam o mesmo “traficante” – um colega que leva pedidos ao departamento deles.

Se o exemplo dela proa alguma coisa, isso é o quão ridiculamente fácil ficou encontrar maconha. Em algumas cidades, é tão simples quanto pedir uma pizza, entregue na sua porta.

Texto traduzido de matéria publicada na Revista Marie Claire

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

[Ed. #41] ErvaDoce: Mulheres - Criatividade Sativa!

por Lisa Lotus

Na semana passada, Alanis Morrisette falou sobre a relação dela com a erva (e sim, ela é bastante próxima dela). Aí embaixo tem um vídeo (em inglês), tipo uma vinhetinha da High Times, a revista que a entrevistou, que fala um pouco sobre a brisa:


Daí eu me perguntei... quem são as outras mulheres que criam coisas legais com o amparo da maconha? A sensibilidade feminina fica aflorada com o uso da erva, como eu já falei em outros textos, e isso da vazão pra criatividade de uma maneira inacreditável. Quer ver?

Podemos falar, pra começar, da Amy Winehouse, que com certeza já criou algumas de suas coisas incríveis (dica: o Back to Black, segundo CD, é bem melhor que o primeiro) sob a influência da marijuana. Mas a Amy é locona, e fuma muito mais do que a santa erva.

Joss Stone, a jovem cantora de Jazz/Blues ou sei lá o quê, que faz música boa pra cacete, provavelmente cria influenciada por maconha. Da última vez que veio ao Brasil, ela recomendou que os fãs fumassem um antes de ir ao show. "É assim que eu faço com meus álbuns preferidos", disse.

Eu não sei vocês, mas sou fã de música pop e a Lily Allen, inglesa de uns 24 anos, fez em 2007 um dos discos recentes mais legais do gênero, certamente chapada. Uma das letras até fala do irmão dela, Alfie, e de como ele só fica fumando maconha e não faz nada acontecer (essa história a gente já conhece...). Mas Lily já foi vista com o baseado na mão.

Todas as 3 são geniais ao seu modo, o que dá crédito ao poder criativo da erva. Quem são suas cantoras ou artistas preferidas que, você sabe, funcionam melhor quando estão chapadas?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

[Ed. 40#] Erva Doce: Presa por Fumar Um?

por Lisa Lótus

Já falamos sobre isso: mulheres dificilmente rodam na mão da polícia. Mas e se rodarem? No Brasil, ninguém mais vai preso por fumar maconha. Mas ao redor do mundo, em países variados, cujas leis também variam, isso pode acontecer.

Só que os casos só caem nos ouvidos do povo quando são peculiares - por exemplo, o de uma mãe de Oregon que fumou maconha com o filho de 13 anos e foi presa por isso. Na última semana, o suplemento adolescente do jornal Folha de S. Paulo, a Folhateen, deu na capa uma matéria justamente sobre pais e mães que fumam com seus filhos adolescentes.

Claro que essa é uma situação delicada. A maconha, está comprovado, pode prejudicar o desenvolvimento cerebral se usada durante a adolescência. Mas existe sempre o outro posicionamento: há mães que preferem garantir que seus filhos fumem maconha em casa, ao lado delas, do que na rua.

Longe de discutir quem está certo ou errado, sabemos que qualquer Estado reprova veementemente que o pai dê droga ao filho. Em alguns casos, pode ser motivo para a perda da guarda. No Brasil, a cantora Rita Lee fez algo ainda mais reprovável - foi presa por porte de maconha durante sua gravidez.

A cadeia é, provavelmente, um ambiente hostil para alguém que fuma um baseado e não faz nada além disso, e com as mulheres não seria diferente. Misturar-se com as verdadeiras criminosas pode causar danos irreversíveis em várias instâncias no indivíduo - imagine no caso de mulheres, que costumam ser mais sensíveis. Ainda bem que a legislação brasileira já evita situações assim, na maioria das vezes.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

[Ed. #39] ErvaDoce: Quem Fala Mais? O Homem ou a Mulher?

por Lisa Lótus

Mulheres são conhecidas por, entre outras coisas, falar demais – geralmente, muito mais que os homens. A gente sabe que o efeito do baseado tem muito a ver com a variedade da Cannabis que a gente tá fumando. Se é Indica ou Sativa, a quantidade de THC, os cruzamentos entre as 'linhagens' e todo o resto, mas... quando fuma, quem é que fica mais falante? Homem ou mulher?

Conheci muito mais mulheres que acabam falastronas quando fumam do que homens. Os rapazes costumam ter uma reação mais, digamos, alegre –comumente, estão lá gargalhando ou analisando enquanto a mulherada descamba a brisar sobre assuntos dos mais variados.

Por outro lado, conheci uma minoria de moças tímidas que, sob efeito do THC, calaram-se ainda mais. Nem risada davam – nada de divagações filosóficas sem sentido.

Você acha que isso tem mais a ver com personalidade ou é característica de cada gênero? Ou, ainda, tem mesmo a ver com o tipo de Cannabis fumada?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

[Ed.38#] ErvaDoce: Musas da Erva! Maconheiras com Orgulho!

Seria preciso uma enquete, mas antes disso uma pesquisa vasta, para que pudéssemos escolher uma representante feminina do movimento canábico mundial. É, não são muitas as mulheres que fumam e mesmo assim menor ainda é o número de meninas que costumam dar as caras como nossas honrosas participantes do Miss Marijuana, mas é fato que pelo menos duas são candidatas diretas a carregar a bandeira da erva mais doce criada por Deus.

A primeira é internacional e já disse ser também ser bissexual, pra alegria de muitas. A estrela Megan Fox já veio parar até um Aspilão, quando disse à uma revista de seu país: "Já passei por cada uma por dizer sem rodeios que fumo maconha... As pessoas olham para mim como se eu fosse louca, hippie, descontrolada. Mas não é nada disso", diz ela. "Quando a maconha for legalizada, serei a primeira pessoa a comprar um maço". Atitude e beleza...não?

Ainda dentro do universo feminino, aqui no Brasil nós temos a belíssima Luana Piovani, que chegou a ser chamada a delegacia depois de falar que fuma "de vez em quando pra relaxar". A alegação do delegado é que Luana estaria fazendo apologia, já que ela é conhecida nacionalmente principalmente entre o público infantil, já que foi protagonista da peça Alice, no País das Maravilhas. Ora, não era nessa história que tinha uma centopéia muito louca com o narguilé?

Com nem tanta atitude, mas também com muito mais repressão nas costas, Luana precisou ir novamente à mídia e dar uma disfarçada no caso. A falta de liberdade no país é grave. Mas na boa, ninguém é capaz de intimar Maria Alice Vergueiro, essa sim é uma musa - só que da terceira idade. Sem papas na língua ela apareceu para o mundo através do Tapa na Pantera, lembra?

Além disso, me parece que a mulher mais velha do mundo - 120 anos - era uma usuária incondicional da Erva, consumindo religiosamente todos os dias. Fica aqui nossa homenagem. E você, tem alguém pra sugerir a essa lista de doces fumadoras?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

[Ed. #37] ErvaDoce: Mulheres e a polícia: Conivência?

por Lisa Lotus

Eu nunca tomei um enquadro. Nunca fui abordada pelos homens da lei, e se passo por eles ainda faço questão de sorrir e dar bom dia. Pra mim, parece que uns 70% da razão pela qual a polícia não encrenca comigo é o fato de eu ser mulher. Só nos outros 30% entram o cuidado que eu tenho pra não dar pala, a maneira como estou vestida, minha cara de burguesa etc.

Mas porque mulher não toma enquadro? Acho que é questão de estatística. Não que não existam mulheres bandidas, mas elas proporcionalmente estão em menos número do que os homens, certamente - existem muito mais presídios masculinos do que femininos, tô certa ou errada?

Muita gente pensa que gambé não aborda mulher porque policial homem não pode revistar mulher. Mas a lei é bem clara nesse sentido: se houver policial feminina na viatura, ela revista uma suspeita. Mas se não houver, o policial pode sim revistar uma mulher. Afinal, uma suspeita não pode ficar sem revista.

Aliás, pra quem tem curiosidade em saber o que diz a lei sobre quem é pego fumando um: o 'infrator' deve ser conduzido para a delegacia, sem algemas ou ser colocado no camburão, para assinatura de um termo circunstanciado, em que afirma que colaborará com as investigações. Isso se for a primeira vez em que você por pego.

Ser mulher e seguir algumas regras de 'segurança' me coloca praticamente acima de qualquer suspeita. E não é tão difícil assim manter a ficha policial limpa. Eu simplesmente não dou bobeira: não frequento bocas de fumo, não ando por aí fumando ao ar livre e à luz do dia, não desacato autoridade e me dirijo a eles com respeito, mas dignidade, sem chamar ninguém se 'senhor' ou 'doutor', porque o cara não é deus e muito menos fez doutorado.

Mas enfim. Sei que pra homens as coisas não são tão simples.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

[Hempadão Edição 36#] ErvaDoce: Cozinhando na Larica!

por Lisa Lotus

Poucas coisas são tão boas quanto comer (qualquer coisa) na larica. Na larica,  Nutella com bolacha água e sal é iguaria; você abre o armário e começa a pegar tudo que é gostoso, mesmo que chocolate, atum, maionese e barra de cereal não exatamente combinem.


Mas eu percebo uma diferença entre a larica  feminina e a masculina. Me parece que as mulheres, na larica, ficam mais dispostas a cozinhar. Ok, não só as mulheres: os homens que curtem cozinhar também. Mas como o 'standard' costuma ser 'mulheres cozinham', vejo as garotas dispostas a criar na cozinha depois do baseado. Eu, ao menos, sou assim.


O mais legal é que mesmo que falte concentração pra colocar todos os ingredientes na medida certa, na larica qualquer gororoba fica divina. Nos tornamos todos, então, cozinheiros sublimes.


Quem é que curte cozinhar depois de fumar o seu?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

[Ed. 35#] ErvaDoce: Mulheres e Bad-Trips! Por que será?

por Lisa Lotus

No começo, quando comecei a fumar, tinha mais dificuldade de lidar com as neuras que surgiam de uma brisa ruim. A verdade é que boa parte das mulheres é ansiosa, às vezes patologicamente, e a gente sabe que a maconha pode potencializar isso. Mas acho que a principal vilã das bad trips é o aumento da sensação de baixa auto-estima e deslocamento. Calma, explico.

Minhas bads sempre surgiram quando fumei com pessoas pouco conhecidas (e um pouco hostis). Se você tá numa roda em que a galera não te conhece muito bem mas tá receptiva (e inclusiva, por assim dizer), acho que a probabilidade de se sentir mal é menor. Do contrário, a cabeça enche de caraminholas, especialmente quando você ainda não tem controle sobre as bads. Quando viajo numa ideia ruim, começo a me achar inconveniente, chata, mais gorda, mais feia. Minha ansiedade aumenta e eu tendo a roer as unhas e querer sair dali. Geralmente, ficar sozinha ouvindo música resolvia bads desse tipo.

Imagino que bads de todo tipo possam acometer as garotas, bem como os caras.  Mas como existe uma pressão social característica sobre ser mulher - valores sexuais e morais diferentes e mais puritanos, fora a ditadura da beleza - acho que talvez estejamos mais propensas a cair pra esses lados.

De qualquer forma, bad trip é aquela coisa: você sempre pode cair em uma, mas quando se acostuma é bem mais fácil sair. Hoje em dia dificilmente tenho problemas com isso. Como é com vocês (essa vai pra meninos e meninas, ok)?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

[Ed. 34#] ErvaDoce: Sempre cabe mais um na roda?

por Lisa Lotus

Vou tratar aqui de um assunto que, mais ou menos como o da semana passada, não é exclusivo do universo canábico feminino. Provavelmente também é um dilema dos caras que fumam o seu. Mas a intenção do Erva Doce, além de falar de temas referentes à mulherada que fuma maconha, também não deixa de ser debater todo o tipo de assunto sob a ótica feminina. Vamos lá então, falar de um comportamento estranhamente comum nas rodas por aí, mas que não se explica por nenhuma razão: regular baseado.

De onde eu venho, a regra é clara: a maconha vem da terra e cresce pra todo mundo fumar. O bem-estar que ela traz, ninguém tem direito de recusar a ninguém - pelo contrário, geral deveria é ficar feliz de compartilhar. Até porque, não dá pra dizer que se você chama um a mais pra roda fica menos chapado, né? Não dá pra medir essas coisas assim, de forma simplista. Quando você compartilha a brisa, enriquece ela com a presença de outra pessoa legal, com os insights que ela tem durante a viagem e com o prazer de proporcionar algo tão único pra alguém.
Ninguém tá falando pra neguinho se tornar o benfeitor do bairro, gastando a grana dele com todo mundo. Mas bom-senso é sempre bom-senso. Devia ser lei, mandamento do maconheiro: receber bem na roda o cara que quiser fumar um. E não achar ruim se um desconhecido pedir um pega.picture-41

Na maioria das vezes em que convidei gente pra minha roda e em que fui convidada pra roda dos outros, conheci gente muito legal. A experiência de fumar com pessoas mais ou menos conhecidas é sempre interessante porque naquele momento todo mundo se sente mais igual - também porque se torna mais igual. Quando a fumaça da erva sobe, algumas máscaras e convenções sociais caem. Da mesma maneira, já conheci muita gente fina me oferecendo pra entrar em rodas alheias (cara de pau é foda, mas às vezes a gente precisa) e já fiquei sem graça de perceber claramente que uma galera não quer que você fume junto, por motivo nenhum. Até - sem zueira - já recebi olhar matador de mulher competitiva, que vê outra mulher na roda uma ameaça pra supremacia dela entre os outros caras. Primitivo, mas a história é real.

Minha dúvida é: como vocês lidam com isso? Recebem de boa todo mundo que quiser chegar na roda? Ou tem ressalvas quanto a estranhos que pedem um peguinha? Mais importante que isso - você já foi um estranho que pediu um peguinha e foi mal recebido? Contaí…

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

[Ed. #33] ESTRÉIA ErvaDoce: Editoria Feminina do Hempadão!

por Lisa Lotus 

Erva Doce é o nome do espaço aqui no Hempadão que vai falar sobre o universo  maconheiro feminino. Sim, porque existem muitas mulheres, como eu, que fumam maconha. E por causa disso surgem uma série de discussões relacionando a erva ao mundo das garotas. Se você tiver uma pauta desse naipe pra sugerir pro ErvaDoce, diz ai na roda. E vamos ao tema do nosso primeiro texto: piteiras!

A maioria de vocês já deve estar mais escolado do que eu em usar piteira. Dá pra fazer enrolando papel ou dobrando. Daí é só colocar do lado 'tragável' do baseado e você terá um cigarrinho muito mais prático de fumar, com a ponta muito mais firme e, se o baseado for na roda, tem a vantagem de ser mais higiênico (com a piteira, nego não precisa enfiar o papel na boca e tem chances de babar menos na parada).

Daí surgiu a polêmica entre uns amigos: piteira é frescura de mulher!

Será? Realmente, vejo poucos amigos homens preocupados em fazer uma piteirinha pra fumar. Acaba sendo mais preocupação de quem se preocupa em fumar um baseado bonitinho, bem bolado, com cara de cigarro de tabaco industrializado de tão profissa. Mas tem todas as vantagens contadas lá em cima, além do plus de não queimar o dedo nem a boca quando chegar na ponta. E poder fumar o baseado inteiro. Eu considero isso uma vantagem, mas há quem vá sentir saudades do cemitério de pontas, então fica a critério do freguês.

Dizer que piteira é coisa de mulher é babaquice. Negócio é o seguinte: eu não fumo sem a piteirinha. É super fácil de fazer, todo mundo sempre tem um papelzinho à mão, e o resultado final é uma beleza. E se tiver uma mina na roda, mais habilidosa com origami, pra fazer a piteira pra você, melhor ainda. :)