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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

[Ed. 50#] Adão e Erva: Natureza Morta - Adão nunca tomou LSD!

A primeira lembrança que Adão tinha na cabeça sobre aquela droga era advinda de uma música, estilo um rap, que no final do primeiro verso do refrão dizia ora LSD, ora MST. Adão que é da idade onde havia terra em abundância, lembrou também que quando fumou seu primeiro baseado, o chamado ácido ainda estava longe de ser inventado.  Adão desconfia.

O doutor Albert Hofmann é o pai. E o primeiro filho foi propriamente a geração hippie norte-americana. Beatles é banal para quem viu a lira e bebeu vinho com Platão. Ninguém regula, a fase psicodélica do quarteto inglês abala o sacrilégio. Mas de que importa? Ninguém aqui está a procura de explicação ou embasamento para nada, lembrou a Erva - fiel companheira de Adão.

Uma vez Adão conheceu um poeta que entre versos e prosas traficava cartelas. Esse pobre coitado além de pervertido ao mundo do lirismo, era praticante do risco alcoólico. Num dia muito louco de tudo, dormiu debaixo de uma árvore e de noite - sem sentir nada - foi acometido por uma chuva suave. Água suficiente para molhar seu bolso onde se encontravam dezenas de quadrados num quebra cabeça de shiva, que durante a noite foi umidecido e absorvida pelo contato da roupa com a pele, formando assim o fenômeno quase mortal da chuva ácida. 

Os amigos acham que se não fosse essa experiência, o poeta não seria considerado pela crítica tão genial. Porém essas não foram as únicas sequelas, já que até mesmo a forma de falar foi alterada após esse dia. Mortes por LSD só são registradas em casos bizarros de ingestão extrema não intensional. Portanto no critério segurança Adão confia na melodia tranquila de Lucy in the Sky with Diamonds e na vida longa que teve Dr. Hofmann, que morreu só aos 102 anos de idade.

A cultura desta droga nascida em 1943 já é vasta. Pouco entendida, já que tratada também a base de prisões e misticismo. Adão é careta e tem mais a aprender do que ensiar sobre ela. Outro dia veio todo tímido nos pedir um post, nós negamos, afinal, nosso assunto é outro.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

[Ed. #49] Adão e Erva: Porque atacam o Hempadão?

Pelo mundo inteiro a cannabis é sinônimo de paz e amor. Adão sabe disso e se sente às vezes muito constrangido em determinadas situações onde o que vê é bem pelo contrário. Após passar por todos os tipos de situações – as mais loucas possíveis – Adão ainda fica muito de bobeira como o embate com a Erva pode produzir outros sentimentos que não a boa e velha sensação amistosa entre as pessoas e irmãos.

Hoje o assunto que Adão vai tratar é delicado, mas ele pede a atenção de todos. O que se imagina de um encontro de maconheiros? Brigas, tormentos, implicâncias, preconceitos? Não parece ser bem essa a função da planta, nem a que designa toda sua cultura e utilização. Mas por vezes é isso que Adão vê aqui no Hempadão e por isso mergulha em profunda amargura.

Na verdade não dá pra entender muito bem, mesmo que tenhamos a visão expandia e a total vontade de harmonia entre todos. Adão nos questiona como um verdadeiro ombudsman celestial: Será esse o preço do sucesso? Vocês não estão fazendo algo errado? Ou será essa a saga humana – covardia e escória?

fjfOv Por seu viés religioso, tanto Adão quanto a Erva sabem que o pecado é inerente ao ser humano. E nós também sabemos que por mais que liguemos os efeitos da cannabis à positividade, ela só será positiva para quem quer que assim seja. Não é culpa da maconha se alguém a fuma para cometer crimes, por exemplo. Ela externa o que há dentro de nós.

Só que infelizmente o que há dentro de muitos anônimos que entram na roda é nefasto. Não nos referimos às críticas construtivas que se remetem ao blog, mas sim aos ataques rasteiros e infantis que infelizmente Adão tem identificado. Certa vez, em um vídeo de entrevista com um dos maiores ícones da luta pela legalização algum comentário se referiu ao militante como “gordo bobo” e ainda perguntou se ele era o Adão. 

Não. Adão sou eu e você. A onipresença do homem em seu estado natural de concepção e entendimento. Nesta edição do HempTube algum anônimo - porque sempre assim? - resolveu fazer uma crítica que enfatizava, dentre outras ignorâncias, desqualificar uma participante da Marcha por ela 'ser' lésbica e usar blusa do Che Guevara. Ora, essa foi inédita! Não se pode usar camisa do Che na Marcha? E discriminação, mesmo contra sexo, é uma droga que qualquer maconheiro deveria passar bem longe. Pessoas reclamam de tudo e muitas vezes de formas agressivas, como se nós tivessemos alguma obrigação.

28fc46f1ce36a61e4fdd Mas não para por aí, afinal não sobrou nem para os cariocas. Já que no último aspilão teve um comentário dizendo que o Lobão era até legal, pena que era do Rio de Janeiro. Duvido que essa pessoa não entraria numa roda pra fumar com cariocas. São tantos casos, mas Adão não faz listas... o último ataque dizia por exemplo que o Hempadão não informa. Uma crítica tão pequena e gratuita que nos fez rir durante um bom tempo na redação.

O que vemos disso tudo é que nem tudo são flores mesmo quando se constrói uma história com a limpeza e prosperidade de um jardim. Por enquanto a cada estúpido anônimo que entra na roda nós perdemos a esperança na humanidade, mas não na bondade e sagacidade da vida útil. Adão se concentra para buscar fórmulas de encontrar os espíritos ruins e libertá-los das más energias. Mas enquanto isso a gente trabalha diariamente para uma maioria composta por seres iluminados de paz e sabedoria.

Ontem mesmo Adão teve um bad e quis parar de escrever. Abriu a caixa de e-mail e viu centenas de elogios não vazios, mas com conteúdos que expressam verdadeiras mudanças na vida de muitas pessoas. Além da mobilização gerada, e todo reconhecimento de pessoas ilustres e competentes. Estamos quase completando um ano. A família só cresce... amém!

Agradecemos cada leitor pelo força.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

[Ed. 48#] Adão e Erva: Chapação Cultural... Quadrinhos!

Hoje Adão tem pouco a dizer e muito a mostrar. Talvez o conteúdo deste post seja considerado pesado pra alguns, inútil para outros e até mesmo non-sense para muitos. Mas nada disso tira o mérito da arte de um dos maiores quadrinistas da história moderna. Com um enredo bem louco e permeado por baseados e lisérgicos, o clássico Black Hole é uma das principais obras primas de Charles Burns.

Como vocês sabem, Adão é homem milenar e está há anos curtindo o melhor da cultura e contracultura mundial. A dica foi de um dos leitores, mas Adão na hora acochou a erva e passou duas horas ininterruptas de viagens literárias através de balões e traços por vezes macabros, mas por isso mesmo interessantes.

Longe de querer causar badtrips, Adão avisa que assim como o blog, o conteúdo do livro é para maiores de 18 anos. A temática é sobre a juventude e todos os conflitos advindos com a maturidade: sexo, drogas e muito mistério. O livro é disponibilizado por um projeto de democratização da literatura. Para baixar basta clicar na imagem ao lado.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

[Ed. #47] Adão e Erva: A Maconha vai arruinar a sua Vida!

Já que muita gente aparece no youtube falando mil besteiras sobre a maconha, desta vez Adão achou alguém que assume o deboche como marca principal do discurso. Nada mais apropriado para a nossa editoria mais extrovertida. Adão acochou bocado da erva e fez barulho no bong. Lamentando, é claro, a certeza de que a maconha arruinaria sua vida:

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

[Ed. 46#] Adão e Erva: Maconha Estragada - Nada de bom é prensado!

Ela era pra ser verde. Quanto mais clara e cheirosa melhor, mas aquela Erva tinha algo de muito errado. Ela estava com um aspecto meio esbranquiçado, e é claro que estava longe de ser resina natural daquelas que Adão só vê nas ervas da televisão. O olfato milenar não falha e por isso logo que bateu o nariz já rolou a certeza: é mofo!

Entre o desespero e decepção, Adão percebeu que de fato tinha perdido dinheiro e claro, o prazer de fazer fumaça. A peça tinha um cheiro de terra, ou melhor, areia. Foi aí que Adão teve a primeira 'brilhante' idéia de salvar a Erva. Deu um banho, com água mesmo, eliminando assim a camada branca e deixando o tablete mais molhadinho. Deus fez Adão burro como todos nós, já que só depois ele lembrou que tudo que o mofo gosta é umidade.

hakoyas_1107558329_pontiacgto_1107350354_big_joint Mas enfim, com toda humildade só restou Adão sua segundo idéia brilhante: fazer um pedido ao astro rei e deixar a paranga em sua oferenda, para que a secagem fosse proveitosa. Sabe que o cheiro até melhorou? Mas só na hora H é que Adão foi ver qual era a da Erva. Cabeção como só ele, prá lá do limite da tolerância, nosso amigo apertou uma verdadeira tora.

Após meio baseado a onda era apenas uma marolinha. E quando terminou, com um gosto ruim na boca e a garganta trincada, Adão percebeu o mais triste: o avião de encontro a Jah sequer ligou as turbinas. O primeiro homem a pisar na terra não acreditou, era muito dinheiro perdido naquela maconha de décima qualidade. Ele então achou que o problema fosse com ele. Teve que apertar toras para todos os 12 apóstolos só pra que então se fizesse o diacho da profecia: maconha mofada, estragada, sei lá!

Pelas redes sociais onde Adão vive metido ele descobriu mais uma solução 'brilhante': o microondas! Sim, segundo a explicação, o aparelho serviria para aquecer e ativar o thc da maconha, aumentando assim a possibilidade do efeito. Só que na verdade o negócio se tornou ainda mais seco e fedorento, através da única onda que conseguiu, as de calor.

A conclusão disso tudo Adão  passou a levar como mandamento: Nada salva maconha ruim. E é muito mais digno plantar feliz sua própria Erva.

Não! Não compre, plante!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

[Ed. #45] Adão e Erva: Maconha e Dores de Cabeça... E aí, Doutor?

Adão não quer transformar sua editoria em uma antologia de bizarrices postadas pelo mundo do audiovisual. Mas ele não resiste. Durante um programa da Igreja Universal do Reino de Deus, um pai desesperado pediu ajuda justamente por casa da Erva. O médico riu da "pergunta difícil".

Será o fim do mundo?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

[Ed. 44#] Adão e Erva: Vergonha pelo outro... sabe?

O cara é professor, dá aula a noite, e tava lá palestrando dos malefícios da maconha. Diz ele saber mais do que a ciência, já que Adão, Deus e o mundo sabem que esse negócio de "perder neurônios" é mesmo mentira. Talvez ele não saiba, mas dirigir gravando vídeo é muito mais perigoso do que fumar um baseado, em casa, ouvindo o cd da Joss Stone [ou não]. Adão jura que vai pedir a deus um 2010 cheio de inteligências!

- "Gente, eu acho que não precisa comentar mais nada, não é mesmo?" Boça. 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

[Ed. #43] Adão e Erva: Civilização Maia - Drogas e Profecias!

O fim do ano é ali na esquina. Adão tomou um susto quando ouviu dizer que era dia 22. Depois o maluco é ele, juntamente com a Erva, sua legítima companheira. Ele duvida que cheguemos a 2022.  Não segue calendários Maias, nem crê tanto assim na cultura dos povos ameríndios. Mas ele esteve lá, na época em que o fim do mundo foi previsto justamente para o dia 22, só que de dezembro de 2012.

Permita que Adão explique uma parte desconhecida da história, que os professores do ensino médio simplesmente esqueceram de contar. Dotado de percepção de tempo diferente da nossa, e notável pelo desenvolvimento de uma cultura escrita, a história da civilização maia impressiona estudiosos até hoje. Disso todo mundo sabe, o que Adão veio lembrar é que a religião dos caras era baseada em ritos de utilizações alucinógenas verdadeiramente loucas.

O próprio sumiço da população, contam algumas vertentes, pode estar ligado a uma grande epidemia de consumo da droga que seria a mais ritualística, de segredo estatal. Porém a causa de maior importância é a grande falta d'água. A julgar que a droga era um cogumelo de efeito semelhante ao LSD, podemos dizer que morreram fritos.

tim No Rio de Janeiro Adão sabe que a herança foi horrível, com um descendente chocador de factóides chamado César Maia. E é claro o papo de drogas nos fez lembrar o nosso amigo síndico, que Adão cita sempre como um grande guerreiro, o saudoso Tim Maia. Infelizmente o mundo só acabou para o segundo. Mas não são só as correntes ameríndias que prevêem o fim do mundo, lembremos que o próprio termo apocalipse nada mais é que o nome do último livro da bíblia.

E isso até fez Adão lembrar aquela  frase que atribuem a Bob Marley: "Tomara que o mundo acabe em chamas para que eu acenda meu último baseado".

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

[Ed. 42#] Adão e Erva: Sabe porque o Planet não Volta? O final já foi Feliz!

user107430_pic1240_1235647227 Adão é do tempo em que música não era gravada, galera! Pegou a época em que a cannabis sequer era fumada, e a droga mais consumida na Grécia era o vinho. O dono da casa ordenava quando começava e quando terminava a música, e os profissionais o faziam, sem direito a solo. De lá pra cá tudo mudou, a erva entrou no cardápio do povo sonoro... Adão sabe bem que nenhuma boa produção musical hoje em dia é veiculada sem o dedo amarelo da massa verde.

Aqui no Brasil de fato quem introduziu o tema para valer foi o Planet Hemp, banda que Adão sempre curtiu, sem ter medo do criador. "Legalize já, legalize já! Uma erva natural não pode te prejudicar", se Adão fosse re-escrever a bíblia, certamente isso seria o primeiro mandamento. Mas infelizmente o encanto se quebrou, a banda acabou e parece que houveram sérias rixas entre os integrantes.

Adão é homem milenar e não vai ficar aqui destilando fofocas. Não importa o que rolou entre os integrantes e a situação como se encontram hoje, um para com outro. A Erva e toda sanidade celeste faz com que unicamente Adão explique para nós, meros mortais, o porque da banda muito provavelmente não voltar a tocar junta. É simples: Internet!

O mesmo espaço colaborativo e de compartilhamentos de idéias que permite que milhares de pessoas se agrupem para pedir a volta do Planet, é o mesmo local onde já se estabelece virtualmente todo uma significação gloriosa da banda. É a formação de uma verdadeira trincheira de resistência em que até mesmo a luta pela legalização se vê mais viável, diante da quantidade de material produzido pela banda.

Está registrado na discografia dos caras o melhor acervo e as melhores verdades sobre a repressão da maconha no Brasil. Acabou antes de ficar repetitivo. E que real sentido teria se a banda voltasse somente para fazer uma turnê? Isso sim parece um lance caça-níquel, coisa que não combina com a imagem da banda, embora acusem o D2 a todo instante de "vendido".

Marcelo D2 vende a beça, graças a inovação e propriedade com que faz seus sons. Ele mesmo não se mostrou muito animado com a volta, embora tenha deixado alguma possibilidade. Hoje a memória do Planet Hemp é mais viva do que há alguns anos atrás. E vai permanecer assim... lendária!

Adão profetizou, mas vai twittar hoje até o cair os dedos: #PlanetHemp! Afinal, ele mesmo já confessou: "Se tiver show, o espírito de Adão e Erva certamente estará com todos - e repetiu - todos vocês"! E pergunta... diz na roda o que vocês acham sobre o assunto! E não se esqueça da campanha, que pelo menos faz com que o nome da banda sobreviva para sempre!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

[Ed. #41] Adão e Erva: Programa de Hippie - Maconha e Visual Legal - Tô fora!

Post fantástico, psicografado por Manuel Leonam do blog Preta Milagrosa.

Click na imagem para acessar o post completo e original.

Um amigo me chamou já umas duas vezes para nadar da praia de Icaraí, em Niterói, até uma ilha que fica umas poucas centenas de metros a frente. Segundo ele, o segredo é manter sempre a cabeça erguida e nadar sem espalhar água. Nunca fui. Não por receio de pegar alguma pereba na Baía de Guanabara, mas, porque, nadar pra mim é um exercício terrível. É o tipo de esporte que, a certa altura, a menos que você seja um profissional, não dá pra saber se você está fazendo aquilo pra superar seus limites, ou, simplesmente, para não morrer. E, no fim, o objetivo de tudo é simplesmente fumar um baseado na ilha “apreciando o visual”. A não ser que você se chame Michael Phelps, não é uma boa ideia.

Esses programas de “curtir o visual” ficam quase sempre num lugar difícil de se alcançar. Escala-se um penhasco, faz-se uma trilha no meio do mato e, então, se enche a cara de maconha, para, no fim, fazer um esforço fodido de concentração pra voltar sem morrer. Se eu quisesse uma droga para sair por ai pulando desfiladeiros, não estaria fumando maconha, estaria tomando algum tipo de anabolizante-esteroide. Sempre que o jornal noticia um grupo de jovens perdidos no meio duma reserva florestal qualquer, pode acreditar, é um bando de maconheiros que saiu da trilha pra se esconder do resto do grupo careta e fumar um baseadinho “curtindo o visual”. Agora estão cheios de larica, chorando no escuro, perdidos no quintal de casa.

Eu, particularmente, gosto de fumar maconha sentado no conforto do meu sofá assistindo a TV. Quem acompanha meus textos sabe que eu gosto de televisão, já falei disso antes. A programação televisiva fica 99 virgula muito porcento melhor quando se está chapado.

Tem quem se ache melhor por jogar fora seu tempo lendo livros em vez de ver TV. Assim como há excelentes programas (pelo menos quando se está chapado), há também péssimos livros. Além de nossas próprias mães, quase nada tem valor em si mesmo. Você lê Fernanda Young? Dá pra ver a cara doLuiz Fernando Guimarães saltando do texto! Você está assistindo a televisão também, só que de um jeito escroto, lendo. Quem lê Paulo Coelho, Stephenie Meyer, Dan Brown e merdas do gênero, está jogando seu tempo fora tanto quanto eu. Preencher o tédio com livros não fará da vida um romance. Talvez, sua vida não mereça ser vivida nem por um coadjuvante de novela e, quem sabe, o máximo que sua existência seja capaz de oferecer seja uma piada de mal gosto no meu blog. Por isso, a menos que você esteja escrevendo a porra dum livro, compondo uma música ou fazendo qualquer outra merda que te torne algo mais que um mero espectador, não faz diferença perder tempo com televisão ou com letrinhas, aguarde junto com os demais sua vez de ser varrido da história. Não tem esse papo de programação ruim da TV, sua maconha que é uma merda. A caixinha mágica socializa o desperdício de nossa existência. Coisa impossível de se fazer com livros.

“Ei! Olha só isso aí no fim do parágrafo, que legal!”
“Eu ainda não li o parágrafo inteiro! Obrigado por estragar a merda da surpresa.”

A coisa se agrava quando esse esnobismo literário vem da parte de um maconheiro. Isso mesmo. Se você cursou uma faculdade pública de ciências humanas sabe do que estou falando. O cara acende a porra de um charuto que mais parece a pica do Rocco e senta pra ler Heidegger. O sujeito está tão doidão que, se estivesse vendo TV e alguém mudasse de canal, não se daria conta. Mas, acredita ter uma compreensão profunda dessa merda mal escrita chamada filosofia. Quando o sujeito volta do banheiro, já não faz a menor ideia de onde enfiou o livro. Pior, ele pega outro livro qualquer, começa a ler como se fosse o mesmo e só não lembrasse a página onde parou.

Façam um favor a si mesmos, se estiverem chapadões, assistam ao Bob Esponja. E, se você é leitor de Helen Fielding, alugue de uma vez a porra do filme. Pense assim, nem Sidney Sheldon leu a maioria dos livros que escreveu. Deixe pra ver esses livros no cinema.

Aí está outro lugar bom pra curtir um barato, cinema. A desvantagem é que dentro do cinema não dá pra acender um baseado. Chegando já chapado, o auge da onda não coincidirá com o auge do filme. Então, leve alguns discretos brigadeiros de maconha. E, claro, escolha o filme certo. Você não quer desperdiçar sua onda assistindo a algum filme nacional ou um filme de “arte”. Pra que uma tela gigantesca com imagem digital, efeitos 3D, coisa e tal, pra ver nordestino passando fome ou favelado levando tiro? Você pode muito bem deixar pra curtir isso em casa conversando com sua empregada. Pra que sistema de som

Dolby Digital e o caralho a quatro pra ouvir a voz de entediado do Selton Mello? Atuação ruim, por atuação ruim, pra que perder tempo com Debora Secco, quando se pode ter Megan Fox? Se está atrás de diálogos profundos e uma grande história, leia um livro. A ideia é se divertir com a cara cheia de maconha, não é impressionar alguma garota pra levar pra cama.

Se sua maconha for realmente boa, dá até pra assistir Hannah Montana no cinema e se divertir. Vou compartilhar uma experiencia minha. Fui assistir a esse filme. Na verdade, iria assistir ao Terminator 4, mas entrei na sala errada e estava tão chapado que não consegui mais levantar da poltrona.

Aquele monte de mães de 30 e tal, maquiadas para parecerem mais novas e suas filhas de 13 e tal, maquiadas para parecerem mais velhas, é quase impossível não ficar cheio de tesão (mas, tem que disfarçar)

E continua...click na Megan!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

[Ed. 40#] Adão e Erva: DreadLocks de Adão!

O cabelo de Adão não podia ser outro se não o Dread. Milenar ao lado da Erva, nascidos quando a criação do mundo, nada o lida mais a natureza do que as raízes na cabeça pesando para um lado, para outro. A cultura do dreadlock está enraizada na pluralidade do movimento canábico mundial, evidentemente, principalmente pela essência rastafari e pelo ícone Bob Marley.

Mas pra muitos, o que vale é a tradução de "dread" do inglês: 1. medo 2. pavor 3. horrível.

A estética é provocativa, difícil de entender pra quem só saber vincular estética à beleza, ou padrões de beleza. E aí dois sábios versos já vieram na boca de Adão: "Torei os dreadlock na cabeça/ só pra quando eu passar ver sua cara de besta...". Tão ligados?

Mas medo e pavor não estão fora da nuvem semântica dos dredeiros, que convivem fulltime sob um preconceito horrível. E quem fala bem disso é o Falcão, do O Rappa! Oito anos de dreadlocks na cabeça, se liga:

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

[Ed. #39] Adão e Erva: Rastafári Italiano! Isso é Democracia!

Imagina que Adão encontrou uma notícia interessantíssima em plena navegação! E ficou feliz da vida, louco para dividir com vocês... é claro que Adão reconhece as nuances de ser brasileiro e sabe que nossa cultura é atravancada pela falta de desenvolvimento da estrutura educacional e tudo mais. Ler um livro por ano dificulta o processo democrático, como não? Afinal esses números revelam as características de nossas possibilidades.

Se sabemos que a cannabis é planta que está fortemente vinculada a cultura do país, no sentido de memória negra e mesmo indígena de nossos antepassados, porque não conseguimos nenhum tipo de reconhecimento? Ou será que temos essa chance? Adão apaixonado pela Erva bate no peito e defende com unhas e dentes sua cultura milenar. Não é mentira dizer que existe viés espiritual em toda e qualquer planta enteógena. 

Foi na Itália, há mais de um ano, que um jovem foi pego com quase cem gramas de maconha. Com paciência e humildade, a multa que levara como pena foi convertida a absolvição pela Suprema Corte. E o motivo? Ele era praticante da religião rastafári. E ainda, conforme matéria do O Globo:

Os juízes da Suprema Corte afirmaram que, "segundo relatos em relação às características do comportamento dos adeptos desta religião, de origem hebraica, a maconha não é utilizada somente como erva medicinal, mas também como 'erva medicativa', por ser possivelmente indutora do estado psicofísico direcionado à contemplação na reza, na lembrança e na crença de que a erva sagrada cresceu sobre o túmulo do Rei Salomão, chamado 'o rei sábio', e que dele tire seus poderes".

Aqui no Brasil nem sequer os cientistas conseguem autorização para trabalhar, pelo menos é o que dizem todos os que já tentaram, como o Dr. Dartiu Xavier. Das culturas afro-descendentes o hábito do fumo de marijuana foi praticamente extinto. E sabe-se que por motivos políticos. Hoje ninguém ouve falar na escola, e há vinte anos atrás o apelido de "erva do demônio" era bem visto. Graças a Jah, tudo tem mudado... 

Mas mesmo assim Adão as vezes chora e se pergunta: Será que se o uso da maconha deixasse de se relacionar tanto ao universo recreativo e passasse a conduzir pensamentos verdadeiramente argumentativos e conscientes, nós não alcançaríamos nossos objetivos mais rápido? O que vocês acham?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

[Ed. 38#] Adão e Erva: Religião e Maconha - Qualé?

Adão já tava mais pra lá que pra cá, com cheiro de Erva nas mangas da camisa e no dreadlock da cabeça. Navegando como é preciso, Adão achou uma matéria daquelas, curtas e bombásticas como uma ponta de skunk. Não sei quantos quilos de maconha foram apreendido no teto da igreja evangélica de não sei onde. Se não fosse homem milenar, ele poderia cair no equívoco de falar mal da religião, mas não se trata disso. Esse caso isolado de sem-vergonhice não é uma mazela instituída, mas fez Adão pensar mais fundo...

...nunca entrou na cabeça de Adão o fato da igreja reprimir a maconha. Aliás, um belo dia Adão associou o vinho a igreja, e a maconha ao escravo, num cenário de Brasil ainda colônia, e descobriu. Mas por favor, Adão fez catecismo e ouviu com atenção as histórias narradas pelo padre. Dizia que foi no terceiro dia, me confirme BeckBrazil, que Deus criou as ervas e as vegetações... e viu que era bom. Nesse dia não nasceu nem o haxixe, que dirá outras drogas, as únicas foram as naturais essencialmente como a sua legítima companheira, a Erva.

A cultura faz a bíblia negligente, como por vezes já fizeram matar ignorando até mesmo o mandamento. Pra quem ignora as ordens supremas da cristandade, o que é um versículo não é mesmo? E logo do gênesis, o mais metafórico dos livros... fato é que pelo caráter natural da cannabis sativa, a religião tem que se convencer: ou aceita a planta ou então vai ter que afirmar que Deus errou nessa criação. Acertou em todas, mas nessa... errou a mão na linha do juízo, ou da combustão.

De toda essa conversa, Adão fica do lado de Brad Pitt, que alerta o fato de uma parcela maior da população estar deliberadamente dizendo o que fazer a outra. E Adão acha isso uma tremenda loucura social. Dá uma olhada no que diz o ator:

Então se segura na cadeira, que semana que vem Adão vai falar do país que liberou o consumo por conta da religião Rastafari! Nada mais justo e respeitoso a cultura alheia, não é? Assim como aqui no Brasil o chá do Santo Daime é permitido. Adão tá ligado e vai fazer barulho em pleno século XXI. Ah claro, não esquece dizer o que achou da nova roupinha especial do blog! Entra na roda, cidadão...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

[Ed. #37] Adão e Erva: StandUp - Maconha X Álcool!

Adão e sua companheira fiel todas as quintas tem a missão de descontrair ou descer fundo no éden de idéias produtivo e paradisíaco. Manifestações de genialidade no universo da cannabis são inegáveis de tão diversas, hoje Adão traz o comediante Márcio Américo, com um texto brilhante! Os estereótipos fazem parte da tática de trazer consigo o público do senso comum, mas a postura a favor da erva fica evidente no final. Tanto Adão quanto Erva morrem de rir na parte do Lula. Assista e comente na roda:

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

[Ed. 36#] Adão e Erva: Resultado da Promoção Relâmpago!

Hoje é o dia de revelar quem ganhou a seda RAW e os adesivos da loja Bongs-Pipes! Foram nada mais nada menos que 51 rimas na roda e a escolha não foi fácil! Sem mais enrolação, vamos aos vencedores:

Primeiro Colocado -- Gilberto:

Deus criou adão, pra afastar a solidão tambem criou a eva,
E seu irmão chamado JAH pra ajudar criou a Erva,
Erva da boa, disse adão,
se eu te der uma costela tu me da uma plantação???
O paraiso akele tempo era no meio do sertão,
que ainda era mar e num existia camburão,
pra ficar tudo perfeito faltava uma coisa só,
em troca da costela, foi morar em cabrobró.
tinha um pomar no quintal pra matar sua fome
mais um dia o diabo resolveu criar "os home"
raça da peste que pegou adão,
voltando do pomar com uma maçã na mão,
e a teh hoje o coitado tah mofando na prisão.
a verdadeira historia que a biblia nao explica,
é que adão fumou a erva e a com a maçã matou a larica

 

Segundo Colocado --  Anônimo!(mas não esqueceu de deixar o e-mail!)

Hempadão lançou uma nova promoção
Meu irmão, te levo pro chão, ca improvisação
Não á alienação pare com a masturbação 
Da casa tu num sai não mas o que rola eh baseadão
Adão, fazendo a conscientização com a informação
Mando a rima no flow enquanto acendo o PIPE
Olha o naipe nao uso nike só rulo no mic
Onda psych no half pipe te meti um strike
Marijuana Maconha Baseado i like it
Adão E Erva no paraíso da Cannabis Sativa
Mente ativa,baseado sem quimico,olho de shiva
Balada na rave tocando Beyoncé - Diva, haha
Curto mais a roda jamaica alternativa
Armas de alienação na TV me chamam de marginal
Eqt isso lula compra avião com a grana do présal
Vagal,do mal,fuma matagal,cai dentro do gardenal
Povo entupido de quimicos reflexo do caos
A erva sagrada mal falada e influenciada
Senhor toma whisky e deixa a esposa maltratada
Tabaco dando milhoes pra industria de lavada
Mas o Hempadão, não deixa a realidade ofuscada
To finalizando a rima, um salve pros usuarios
Fugi do rappa e deixa o lote no armario
Se a policia chega tu joga no sanitário
Valeu Adão, um prazer ter participado

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

[Ed. #35] Adão e Erva: Promoção Relâmpago pra Melhor Rima!

Adão aboliu formalidades e quer se relacionar com o leitor de igual pra igual, chamando pra entrar roda e arriscar uma rima de dedo-style.O tema é o Hempadão e a forma é em versos. Solte a imaginação e sobretudo…rime! Não importa o tamanho do verso ou estrofe.

Os dois melhores versos, escolhidos por Adão, vão levar pra casa dois livretos da seda RAW tamanho pequeno, brinde da Bongs-Pipes aos leitores da Hempada! Além disso vão levar um adesivo da loja e alguns cartões do Hempadão, pra distribuir entre amigos e pra galera da fumaça.

Podem participar quantas vezes quiserem, mas só os maiores de idade, ok? Ao deixar a rima, deixe também seu e-mail para contato, caso você ganhe, né. Bora rapaziada, Adão mandou soltar o beat, pra ver se agiliza a mente dos MC`s… ele vai ser o primeiro da Roda!

O resultado será divulgado na próxima edição desta editoria, ou seja, próxima quinta, dia 05 de novembro! Caralho, acabou o ano!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

[Ed. 34#] Adão e Erva: Experiência Legal – Clovers e T-Stick!

Adão foi convidado a fazer um experiência do mínimo curiosa. Você que lê o blog e conhece o espírito de Adão sabe que ele, como homem milenar e cria dos céus, nunca iria se atrever a fazer uso de substâncias inventadas pelo homem, não é? Nunca ninguém vai ver Adão por ae dando tiro, metendo a nareba, ou mesmo dando pedrada pra acabar na rua. O negócio de Adão é a Erva, sua fiel e querida esposa. Mas você já deve ter ouvido aquele papo de Ervas Legais, não é mesmo? A loja holandesa Semente de Maconha presenteou a equipe do Hempadão com dois pacotinhos, um de Sence e outro de T-Stick.

Pois é, a galera lá da Europa inventou a mania e os medias brasileiros já avisaram que é o seguinte: Ervas 100% legais no Brasil que, misturadas, produzem uma onda parecida com a da maconha. Será que isso verdade? Estudando um pouco sobre o assunto, Adão descobriu que as misturas são brabas, embora naturais, são composições de ervas xamãnicas, usadas há anos em tribos e rituais indígenas e coisas do tipo. Pra que você tenha noção, dá só uma olhada na composição do Sence: Extratos de Scullcap, Kanna, Wild Dagga, Mexican Tarragon, Dream Heab, Verbascum Thapsis, Blue Lotus, Leonorus Sibiricus. Folhas de Jasmim e Red Raspberry. E aí,  encara?

Pois é, Adão encarou. Quando chegaram as encomendas a alegria foi geral. E ao abrir o Sence, ou melhor, uma versão semelhante, chamada Clover 'Summer Breeze’ , a sensação é a de um soco no nariz ! O cheiro é forte, de ervas que se compram em supermercado, sabe? E o aspecto é esbranquiçado, empoeirado também, muito esmigalhado e não homogêneo. O T-Stick compatilha dessas características. Quem mora na Holanda e tem experiência em fumar esses produtos diz que o melhor é misturar os dois. Os dois misturados Adão não tentou, já que um terminou antes do outro. 

Primeiro foi a vez do Sence. Difícil de apertar, já que o lance é quase que em pó. Mas passada essa fase, a carburação é boa, mais leve que a cannabis. A onda chegou antes da metade do beck. Incrível. Idêntica à da Santa Maria, mas com cheiro completamente diferente e o gosto nem se fala. Depois disso Adão ainda Adão ainda misturou a erva com haxixe, julgando que talvez fosse mais saudável do que misturar com tabaco. Funcionou bem.

Depois foi a vez do T-Stick, que ao invés de envelope, vem num cone de plástico. O cheiro é menos forte e a embalagem deve render no máximo dois cigarros. Com esse a experiência não foi tão compensadora, na verdade a onda chegou tipo praia para crianças, sem grandes possibilidades para surfistas experientes como Adão. Mas é claro que cada organismo é um universo e vai ver a onda sutil na cabeça de Adão pode ser uma verdadeira tsunami na de qualquer outro apóstolo.

Fato é que não há como negar que, por mais que funcione, não tem como negar a originalidade e competência natural de uma planta de nome científico cannabis sativa. Adão festeja há séculos pelo primeiro homem que teve a idéia de jogar ela na mente para ver o que acontecia, desde então gerando a cultura global do fumício de marijuana que hoje atinge 4% da população mundial. Se os usuários de crack clamam por socorro, a grande maioria dos de maconha não se tornam dependentes e muito menos sofrem problemas de ordem social, ou quando sofrem, é de ordem familiar – por preconceitos e descriminações – ou de natureza legal, já que o homem moderno resolveu marginalizar o uso da diamba.

As chamadas ervas legais são de fato legais para você viajar, já que não tem risco de ser surpreendidos por problemas com a polícia, além de poder fumar em qualquer lugar. Quer dizer, aqui no Brasil não é bem assim já que a ignorância da polícia muita vezes pode acarretar três tapas na cara antes de qualquer explicação. Mas Adão é sincero e na real não cansa de dizer que a sua paixão é mesmo a natureza, a semente no vaso e o camarão na testa! A experiência é válida, por isso ele agradece plenamente à oportunidade dada pela loja Semente de Maconha, mas pra ele, homem milenar, até um prensado do morro faz mais brisa.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

[Ed. #33] Adão e Erva: A Primeira das Proibições – Pra que?!

Hoje Adão recebeu esse contato e vai dar voz aos leitores aqui na editoria profana da Hempada. Adão segue enamorado à erva, e as vezes, sob efeito, ele prefere ouvir a falar. Então se liga:

texto enviado por Marcos Cânhamo

Em pleno século XXI, quase cem anos de repressão depois, ainda não entendemos a origem da proibição. Mas Adão, puxando fundo nos arquivos de sua memória, conseguiu lembrar a primeira vez em que lhe disseram "NÃO!".

Foi logo que ele ganhou a capacidade de ouvir. Uma voz lá de cima ordenou em alto e bom tom: "Não te servirás do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal".
E não é que nem no Éden, debaixo das barbas de Deus (que só tinha dois seres humanos e um jardim para fiscalizar) a proibição não funcionou?!

Como o sistema é pretensioso... se nem o próprio "Criador" conseguiu fiscalizar a criação, como podem manter esse absurdo que é a repressão à própria erva criada por Ele, Pai tanto de Adão quanto da Erva.

E ainda, se houvesse uma suposta "árvore do conhecimento", quem não iria gostar  de seus frutos? Tenho certeza que para os ignorantes os tais frutos são azedos. Pior, dão dor de cabeça e vertigem. Mas Adão aceitou a proposta de sua senhora, que lhe pôs contra o tronco e intimou: "Agora que tu já foste criado, vire homem!"

Todavia, que maldição é o conhecimento! Expulsos do jardim da perfeição porque descobriram a verdade: não existe paraíso sem livre-arbítrio! Aliás, se não queria que não nos servíssemos dela, Senhor, por que a plantaste bem no meio do jardim?

Senhor?! És o Senhor mesmo ou apenas os primeiros a legislarem sobre o vegetal?
A mensagem é clara: se vocês provarem do conhecimento, começarão a questionar o paraíso!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

[Ed. 32#] Adão e Erva: Policial acha que tem overdose de Mac

Adão tem acompanhado todos os posts do Hempadão e fica numa felicidade sem tamanho. Diz ele que nunca viu material tão rico sobre maconha desde os tempos antes de Cristo. Segundo ele, sem sacanagem, nenhuma época foi tão profana quanto aos poderes da ganja, nem a de Salomão. A galera da equipe fica feliz e retribui com sagacidade, pois sabe que Adão é homem milenar, tal qual sua fiel companheira, a Erva.

E hoje Adão vai falar dela, evidentemente. Mas do dia em que o policial esperto foi fazer um oba oba juntamente com a namorada, botando um tempero de Erva no brownie pra curtir uma onda bacana. Só que ele garoto, não soube domar a paz de espírito e aí: achou que ia morrer. O telefone que ele deu pedindo ajuda foi parar na TV, e hoje veio parar no Adão e Erva. Se o tempo estiver passando muito, muito devagar, aproveite! Uma hora passa e a correria continua. Adão mandou um “salve camarão” pro policial comédia! O vídeo é curto, a gargalhada é vasta:

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

[Ed. #31] Adão e Erva: Zigoto ou Bituca? A Tragada Crônica!

por Baco Paez

zigotoZigoto. É difícil imaginar que um dia eu fui aquilo. Mas todos nós fomos um dia, sementes humildes que germinaram ao cuidado do acaso. E depois viramos crianças, uma idade encantadora. Fomos então criados com alegria, sombra e água fresca. Demora um mucado, mas se tudo der certo nós vamos crescendo. As fêmeas evidentemente são mais atraentes. Não é a toa que são as únicas que dão onda. Mas o amor verdadeiro é fruto da idadeclip_image002[5] adulta, quando já é hora de criar vidas e fazer cabeças.

É preciso saber bolar os melhores planos, não só pra agilizar o ato da vida, mas também para garantir sua própria brisa de viver. Por isso - pode ter certeza – um dia é chegada a hora de vestir aquela roupinha especial, grinalda e seda, em pleno altar. A noite pega fogo e pode ser que seja assim para a vida inteira. Ou não.

O salário apertado não permite que se viva frouxo, desperdiçando camarões. Respeitar as raízes é o primeiro passo do autoconhecimento. E posso lhe dizer, baseado no que há de mais puro, eu nunca prestei. Não tento posar de bom moço, até pelo contrário, mas é certo que não vou mais ser marginal por muito tempo.  Vou colhendo hoje os frutos de uma plantação sadia. E no mundo em que vivemos, não é pedir demais um pouquinho de paz e liberdade.

Por isso vou queimar a mufa pra descobrir o modo certo de surfar na onda verde. Talvez vá morar no México ou na Argentina, mas nenhum clima é melhor que o do Brasil. O ápice da vida adulta é a cidadania, quando já não se tem vergonha de dizer o que pensa e faz. Por isso é hora de botar fogo na conversa e transpassar as idéias tirando finos do preconceito e hipocrisia. No pinote de viver à margem eu aprendi duas coisas que quero falar aqui: quando dá 4 e 20 é sagrado e no final da vida, só o que resta é ascender.