O futuro cada vez mais parece estar em nossas mãos. Isso porque o Brasil caminha a passos alternados para o destino em que cada um poderá produzir como um jardineiro, sua própria colheita. No mundo inteiro o autocultivo cresce, sendo assim a melhor alternativa para usuários de maconha, já que em nada pode contribuir ao tráfico.
No entanto, no Brasil casos de denúncia ou mesmo investigações podem levar o indivíduo a ser julgado como traficante, mesmo que a quantidade de pés plantados inegavelmente seja para consumo pessoal. Todos sonham com uma mudança que pode vir ainda esse ano.
O impulso para o sonho brasileiro não é em vão. Identificamos que o cultivar é algo realmente novo no imaginário popular, ou seja, antes da abertura midiática gerada pelas inovações do nosso tempo, pouca gente sequer sabia da possibilidade do autocultivo. Muitos países Mundo afora permitiram e de certa forma até incentivaram essa prática, é o caso de Portugal, Argentina e República Checa e alguns outros.
Por aqui a mudança segue passos lentos, mas cada vez mais audaciosos e destemidos. "Eu acho que essa matéria do jornal O Globo de domingo pode ser considerada uma edição histórica, pelo menos o sentimento é esse. Já que apresenta o cultivo dentro do ponto de vista de quem adota essa estratégia como alternativa ao tráfico", disse Renato Cinco, sociólogo e organizador da Marcha da Maconha, sobre a repercussão da matéria de Capa do Globo de Domingo.
Mais do que nunca, maconheiros unidos devem fazer a diferença para a grande virada que está por vir, a da opinião pública, juntamente com a alteração legislativa. Diz ae na roda, você acredita em mudanças ainda esse ano?